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sábado, 15 de junio de 2013

DON PÍO


EL HOMENAJE
A mi amigo
Manolo



Nos juntamos todos, 
como siempre, 
a la puerta de su casa...











Su hermano, 
Pepe, 
Ha tomado la palabra...





Paco Machancoses, 
le ha escrito un poema...
y lo recitó así...

 A DON PÍO


Actuando con humor cortante
transcurrió tu breve vida,
como un corcel galopante
de una época desaparecida.

Alegraste la vida de la gente
con una rebosante energía.
Despertaste la sonrisa ausente
en tu quehacer de cada día.

Viento que el mal humor calmaba
fuiste, en el trato personal,
presencia que las penas alejaba,
como un humorista creacional.

Fruto del pueblo caminante
sin engreimientos ni presunción.
Donde tu carácter comediante,
entregabas al público, con devoción…

Valencia, lloró tu partida
como algo suyo que perdiera.
Valencia, aplaudió tu valía
como una alegre primavera.

¡Valençià! de tono trabajador.
Así fue tu talante popular.
El público te recuerda con amor
porque no te quiere olvidar.

Fuiste autodidacta de primera,
brillante como un estrella.
Tu luz, aún es la ausencia
de una etapa que fue más bella.

Don Pío:¡Eixe gran artiste!
¡El que tanto optimismo despertó!
El que reía feliz con un chiste
con el pueblo que lo admiró.

Hoy, queremos homenajearte,
aquí, en tu nativa ciudadela,
donde creciste para inspirarte
con alguna “hermosa damisela”…

Pero, si se trata de ser ó no ser:
¡Mire a Manuel Meliá Fuster!
¡De la tierra de artistas geniales!
El que vivió en Pintor Vila Prades.
¡¡¡El que ahora queremos ensalzar!!!
¡¡¡porque fue un artista sin igual!!!

Paco Manchancoses


La emoción, 
fruto de os bellos recuerdos, 
se fue apoderando de todos...









 Su música, también estuvo presente...







 La Gran Vía Fernando el Católico se ha llenado de amigos que han venido a su encuentro...
un busto para que perpetúe la imagen del hombre que nos ha dado tantos momentos de dicha con su arte, ¡con su gracia!











Fue un día para el reencuentro.
Hemos vuelto a vernos.
Y fuimos muy felices, ¡juntos!

jueves, 20 de octubre de 2011

ORTIGOSA








No passado verão fui a esta bela povoação, de terras de Leiria, para poder abraçar ao meu amigo Luís.



A amabilidade, e a gentileza, deste bom amigo meu, aproximou-me às minhas raízes e fez com que pudesse abraçar certos aspectos rurais dos que me fui distanciando com o tempo. O certo é que fui muito feliz enquanto por aqui andei, convivência de horas em conversas dessas que parece que nunca tem fim…





Além da hospitalidade, no aspecto pessoal, imensurável, a divulgativa, no tom tão peculiar deste contador de historias, incomparável, que é este grande amigo meu… Cuidado, que engancha, por empolgante!...  



E que começa assim...


ORTIGOSA. Não sei a origem desta palavra.  Penso que se refere a uma área verde regada por dois ou três ribeiros e algumas fontes naturais onde corre água fresca durante todo o ano. 


Os terrenos agrícolas são muito bons e nesta várzea podiam cultivar-se belas hortas familiares.


Seria Horta “gosa” ?


Pelo passar dos anos houve algumas transformações linguísticas e poderá ter evoluído para a palavra que hoje conhecemos Ortigosa. Estes são pensamentos meus. Deixo o assunto para os entendidos e os estudiosos destas matérias.



Era uma povoação simples com características rurais e era também um lugar de passagem entre o Norte e o Sul.

As habitações eram modestas e quase todas do mesmo estilo. As divisões da casa mais importantes eram a sala e a cozinha. Os quartos, apenas dois ou três, eram pequenos. Cabia neles apenas uma cama encostada à parede. Não havia roupeiros nem guarda fatos.



 A roupa era a mesma todos os dias. Havia um dia em que vestiam a roupa domingueira para poderem lavar a que usavam diariamente.

Nas últimas décadas sofreu grandes alterações. Nasceram aqui várias empresas a nível nacional e internacional que trouxeram novas oportunidades de vida para os residentes. Vieram também muitos emigrantes na procura de trabalho e aqui se estabeleceram com as suas famílias.
Hoje o aspecto rural desapareceu. Deixaram de se ver pelos caminhos e pelos campos  os carros de bois e as carroças puxadas pelos burros. Os campos começaram a ser lavrados por tractores e as mondas manuais foram substituídas pelas químicas.  


Ouvi contar ao meu pai que nasceu em 1913, e também ele ouviu contar aos seus pais e outras pessoas mais velhas que ele, que no local onde hoje existe a Igreja, havia uma pequena capela, já dedicada a Santo Amaro, bispo da regra de São Bento.

Nessa Capela  se hospedou um padre que veio do Brasil, carregado de ouro e outros valores. Foi este padre que mandou construir a actual Igreja.
Este padre construtor era bastante activo e quando as coisas não avançavam ele então dizia que as obras têm sempre atrasos porque se há pedra não há ferro e se há cal não há trabalhadores.........havia de faltar sempre alguma coisa para que a obra não avançasse. 

Nesse tempo a povoação foi-se estendendo à volta da Igreja. Apareceram os comerciantes com as suas tabernas e os artífices com as suas oficinas. Havia ferreiros, sapateiros, costureiras e carpinteiros ali perto do centro da aldeia. 



Mais tarde, contava também o papá, que o caminho de terra batida, que ligava esta povoação às outras e que se estendia da Figueira da Foz e a Leiria foi mandado arranjar e assim andavam os homens com  carros de bois  a transportar pedra que iam deixando nas beiras laterais. Depois outros trabalhadores partiam as pedras grandes e acertavam todo o pavimento para se poder caminhar. 

Com as novas medidas deste Governo, esta freguesia está na lista das que vão desaparecer e juntar-se a outras maiores. A história faz-se todos os dias, mas nem sempre com as melhores políticas.
Obrigado amigo pela tua hospitalidade. Bem hajas.
Abraços como os que nos demos...