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sábado, 18 de febrero de 2012

O DESTERRADO



Esta escultura do Soares dos Reis foi a prova final na sua estadia como pensionista em Roma, transcorria o ano de 1872. 


Está elaborada em mármore branco de Carrara.


Este trabalho viria a ser considerado o mais notável da escultura portuguesa de todo o século XIX, aliando a mestria técnica clássica a uma temática intimista simbólica: um homem nu, sentado sobre um rochedo alisado pela sacudida das ondas, com as costas arqueadas e a cabeça pendente, numa atitude de recolhimento.


Destaca o esmero com o qual o artista trata a anatomia em pormenores naturalistas: as linhas sinuosas do tronco e dos membros flectidos, o olhar distante, e a presença do mar. Um tudo que nos conduz a uma leitura romântica inspirada no poema “Tristezas do desterro”, de Alexandre Herculano.


Esta, e as obras posteriores deram-lhe uma posição destacada na introdução do naturalismo em Portugal.


Para Teixeira de Pascoais esta obra era a expressão máxima da saudade, por ser esta uma das características essenciais do povo português.


Foi apresentada no Porto na 14.ª exposição trienal da Academia Portuense de Belas-Artes. 
Em 1881 concederam-lhe a medalha de ouro na Exposição Internacional de Madrid. 


Esta obra é, provavelmente, a mais conhecida do Soares dos Reis, mas também uma das que lhe causou mais dissabores quando, em 1881, foi acusado de plágio. Conseguiu provar a sua inocência mas nunca conseguiu esquecer a traição dos seus acusadores.

António Soares dos Reis (1847-1889)
Mármore de Carrara
Roma (1872)
Dimensões:
178 x 68 x 73 cm

Museu Nacional de Soares dos Reis 
Palácio dos Carrancas
Rua D. Manuel II - 4050 - 342 Porto
Telef.:+ 351 223 393 770 - Fax + 351 222 082 851
Email: mnsr.div@imc-ip.pt

viernes, 6 de enero de 2012

A MENINA NUA



Passámos, olhámos, e até, por vezes, contemplámos, mas muitos de nós apenas sabemos que é "A MENINA NUA".

Esta estátua está situada ao fundo da Avenida dos Aliados, no Porto. Faz parte da decoração urbana e é uma obra digna de contemplar.

É uma estátua que todo o Porto conhece, mas quem é “a menina nua”? Depois de muitos anos consegui desvendar a incógnita.

Convido-vos a conhecer a Aurélia Magalhães Monteiro, a Menina Nua: uma advertência, é um relato comovente, elaborado com maestria e mestria.


Chamava-se Aurélia Magalhães Monteiro, e era conhecida por Lela, Lelinha ou pela «Ceguinha do 9» - para a eternidade ficará sempre a ser a «Menina Nua» da Av. dos Aliados, ou ainda uma estátua que toda a cidade conhece e aprecia.
Nasceu no dia 4 de Dezembro de 1910, na freguesia do Bonfim e, pouco tempo antes de falecer, dizia-me «que tinha sido uma das mulheres mais apreciadas e cobiçadas do seu tempo...».
Vivia no rés-do-chão do Bloco 9, do Bairro da Pasteleira, numa casa simples e humilde com flores a enfeitarem a entrada e a sala de jantar.
Um dia convidou-me a entrar e contou-me um pouco da história da «Menina Nua»: - «Tinha 21 anos quando fiz de modelo para o Henrique Moreira, o mestre que fez a estátua; mais tarde colocaram-me na Av. dos Aliados - que belos anos aqueles! Estive duas semanas a «posar» e ainda hoje recordo com alegria e saudade aqueles momentos de trabalho, pois posso morrer amanhã que todos ficarão a saber quem era a Lela... Além disso, nessa altura, dava-me bem com os artistas, era bonita e eles convidavam-me, andava por toda a parte, ganhei uns «cobres» com o Henrique Moreira, mas hoje... resta-me a consolação de estar ali, de costas voltadas para o Almeida Garrett e de frente para o D. Pedro IV. Perguntei-lhe, nessa altura, se não tinham existido certos problemas com a estátua, a sua nudez, por exemplo: proibições, censuras?
-«Ela respondeu-me - bem, sabe que naquela época havia certos sectores que se opunham claramente e até ficaram escandalizados com a «Menina Nua»; nós éramos muito tacanhos e veja bem que há 50 anos as ideias eram realmente diferentes, havia o Salazar, a PIDE e o povo era mais fechado, mais religioso - felizmente o mestre Henrique Moreira conseguiu «levar a água ao seu moinho», e lá fiquei de pedra e nua, assim como Deus me votou ao Mundo... (Sorriu de imediato, mostrando ainda réstias de um rosto bonito e de uma boca fina, onde rareavam já alguns dentes, vítimas do peso dos anos e das canseiras e desgraças da vida). -... Além disso, imagine uma «moçoila» no tempo «da outra senhora», a expor-se toda nua perante uns homens de tela e pincéis ou bocados de pedra, bem... era quase como ser comunista ou mulher da vida...
Fez-se uma pausa para mandarmos umas «bocas» contra o sistema do antigamente e prossegui nessa altura, perguntando-lhe: - quando e onde tinha começado a ser modelo? Antes de me responder, fica um pouco pensativa, levanta-se e encaminha-se para o seu quarto, vasculha dentro do guarda-vestidos e traz-me um amontoado de papéis e fotografias - Vá, veja lá tudo isto, diz-me: (anotei visualmente uma série de fotografias, pequenas referências, recordações e memórias da «Menina Nua»): «... De qualquer modo, e se a memória não me falha, comecei com o mestre Teixeira Lopes, na figura-modelo da rainha D. Amélia, esta estátua encontra-se actualmente no Museu com o mesmo nome, em Vila Nova de Gaia. Nessa época, tinha muita vergonha - era uma «moçoila» com 18 anos, bem feita e bonita -, a minha mãe tinha falecido e fiquei mais tarde com uma madrasta, de quem por acaso não gostava nada, por isso mudei-me para o Bonfim, para casa da minha santa avó. Que tempos... nessa altura, iniciei-me como modelo nas Belas Artes do Porto e lentamente fui-me habituando, até que fiquei mais descarada... (Levantou a cabeça, e numa reflexão interior com risos de vaidade e inconformismo), continuou:... Ah, nesse tempo, punha a cabeça dos rapazes em fogo, era bonita e não havia ninguém que não me conhecesse como a «Menina Nua». Depois passei alguns anos como modelo, andei pelo Norte, pelo Sul e até a Lourenço Marques (hoje Maputo) eu fui - fiz de modelo para vários mestres, entre eles: Acácio Lino, Joaquim Lopes, Dórdio Gomes, Sousa Caldas, Augusto Gomes, Camarinha, e os consagrados Henrique Moreira e Teixeira Lopes. Além da «Menina Nua», estou no Buçaco, no Cinema Rivoli, em Lisboa e em Moçambique... e hoje? como vê aqui estou desde os 43 anos cega, uma vida difícil de adaptação, um mundo escuro, negro. E mais negro se tornou, aquando da morte do meu marido, fiquei completamente só.
Hoje, passados alguns anos, tenho um casal a viver comigo, sempre me ajudam a pagar a renda e a «fazer-me» um pouco de companhia. Tenho umas ajudas do Centro de Dia da Terceira Idade, ligado ao Centro Social cá do bairro, onde vou almoçar e lanchar, enfim, sempre ajuda a passar o tempo e a velhice. Mas o que eu mais desejava na vida, além de mais dinheiro para viver, era dos meus ricos olhos... (algumas lágrimas correram-lhe pelas faces, enquanto se preparava para ir almoçar ao Centro...) Despedi-me dela, tentando consolá-la com frases de carinho e amizade, mas... a vida é um cão que não conhece o dono; ela despediu-se (nessa altura) com um bom dia, entrecortado com um sorriso mor gaiato, misto de Ribeira, Bonfim e Pasteleira...


Aurélia Magalhães Monteiro, a Lela, Lelinha, ou a «Ceguinha do 9», faleceu no dia 2 de Junho de 1992, com 82 anos de idade; no entanto a «Menina Nua» continua viva, fixa e eterna, ali na Av. dos Aliados, envolta nos nevoeiros citadinos, perpétua e ardente, nos dramas e vitórias deste povo.

Do livro Pasteleira City, de Raul Simões Pinto – edições pé de cabra – Fevereiro de 1994
Fotografias: Joaquín Duarte


martes, 4 de noviembre de 2008

jueves, 18 de septiembre de 2008

JOSÉ FRANCO



JOSÉ FRANCO




SOBREIRO






ALDEIA SALOIA




Cualquiera de estos términos servirían para definir el arduo trabajo de un hombre, José Franco, que con sus dedos construyó un pueblo. En el que se encuentran aquellos aspectos que definen maravillosamente todo lo que se puede ver en un pueblo de los de entonces, de hace unos cincuenta años.




Todo esto en Sobreiro, una pequeña población entre Mafra y Ericeira, que os hablé anteriormente. Este señor, un gran artesano, reconocido mundialmente, era un artista alfarero, un escultor del pueblo y para el pueblo. Vivía de sus quehaceres profesionales pues su reputación no le permitía vivir sin trabajar, pero poco a poco fue construyendo esta maravilla, un deleite para pequeños y mayores.




José Franco hizo renacer su vieja sala de aulas, con los pequeños pupitres de madera, el imponente armario de la profesora, la pizarra; el barbero-dentista, el cliente sometido a un afeitado; en la tasca sirviendo un vaso de vino… ambientes que invitan a un viaje en le tiempo.





En suma, una réplica a tamaño natural de una aldea, de un pueblo de entonces, creada por las manos maestras de José Franco; con las casas, las tiendas, la taberna, la carpintería, el molino, la era, el herrero, todo con el mínimo detalle.




Las tiendas y las casas están amuebladas y equipadas al estilo de la época y pueden ser visitadas, en las que se puede degustar lo más típico y tradicional de la aldea saloia.




Como colofón podemos contemplar una exposición permanente, para nuestro deleite, de las magníficas piezas esculpidas por el gran maestro José Franco








Un verdadero Museo etnográfico de visita obligada.




Horario: Abierto todos los días entre las 10h00 y las 18h00
Existe una amplia zona de aparcamiento


domingo, 14 de septiembre de 2008

CONVENTO DE MAFRA



Convento de Mafra




Este magnífico monumento, joya del barroco portugués, fue mandado edificar por el rey Juan V. Como promesa a San Antonio siempre que su esposa Maria Ana de Austria le diera un hijo barón. Es una de las mayores obras de arquitectura del mundo.




Su construcción fue para rivalizar con el Monasterio del Escorial: más superficie construida, más puertas, más ventanas, en suma, mayor majestuosidad. Entonces ambos países eran grandes potencias mundiales y la cuestión era ver quien más podía.




Las obras se iniciaron en 1717 y finalizaron en 1744. El arquitecto fue José Frederico Ludovico y en ella están reunidos elementos de la arquitectura portuguesa, alemana e italiana. Tiene una fachada de doscientos metros para una superficie construida de cuatrocientos mil metros cuadrados, en la que trabajaron unos cincuenta mil obreros.




Los mármoles vinieron de las canteras de Pêro Pinheiro y de Sintra, las maderas de Brasil, así como el oro que permitió este emprendimiento. Con ochocientas ochenta salas y trescientas celdas, cuatro mil quinientas puertas y ventanas, cinto cincuenta escaleras y veintinueve patios.




Destacan sus dos carillones con ciento catorces campanas cada uno de ellos y con más de doscientas toneladas, lo que permite la realización de estupendos conciertos musicales. seis órganos, y una magnifica biblioteca: las estatuas son obra de los maestros italianos.










Además de convento, el mas imponente monumento del barroco portugués está compuesto por un palacio, una biblioteca y una basílica.









La biblioteca, del siglo XVIII, es una de las mas importantes del país, con cerca de 40.000 libros encuadernados en cuero y con franjas de oro, todos de elevado valor.
Este convento fue escenario de la novela creada por José Saramago “Memorial del Convento”.






Colindante está a Tapada Real de Mafra, también creada por Juan V, para disfrute de su familia, son unas ochocientas hectáreas, donde abunda una fauna diversa. Actualmente es reserva natural con bellos jardines.







Datos de interés




Está situado a unos cuarenta quilómetros al noroeste de Lisboa.
El acceso es fácil por la autopista A8.

Horarios
Visitas mañana y tarde, horarios variables. Precio, tres euros, si no ha cambiado.
Los lunes hasta el mediodía la entrada es gratis.
Permanece cerrado los martes, el uno de enero, el Viernes Santo, el domingo de Pascua, el uno de mayo, el veintinueve de junio y el veinticinco de diciembre.
Los domingos a las 15,30 horas hay un concierto de carillón.