martes, 15 de octubre de 2013

T6 - HARVARD - BASE AÉREA DE SÃO JACINTO


ACROBACIA COM UM T6
http://youtu.be/pWI4xtnMUao

Em memória de todos aqueles que passaram por esta Base, tanto mecânicos como pilotos, mas especialmente dos meus Amigos Gomes,  Leite, e Rodrigues. Da esquadrilha "Moscardos" e, como não podia deixar de ser, do inolvidável T6.



Naquele belo reduto
Rodeado pela ria e pelo mar,
E duma imensa língua de areia: 
Aquelas dunas enormes
Que caiam até às ondas!
E o grande pinheiral pelo meio.
Menos mal que o casaco de couro,
Com mais buracos que botões,
Que pertenceu, Deus sabe a quem!
Protegia-me das nortadas invernais.
Era o privilegio da vinculação
Com a linha da frente, na assistência
Ao JU52 e ao Bihcraft, pois,
Passamos a voar juntos!
Lá fomos até Matacan,
Mas também a Getafe!
Entre uns voos, haviam outros,
Tanto no Harvard T6, 
Como no Chipmunk.
Bons tempos os que vivi
Com aqueles “Moscardos”:
Que esquadrilha!
Nos dias tranquilos,
A contemplar a ria.
Águas às vezes tão quietas
Que mais pareciam um espelho:
Sempre brilhantes e cristalinas.
Outros dias fumegavam,
Àquelas horas matutinas,
Deixando, apenas, perceber
a beleza incomparável dos Moliceiros.
Aquelas corridas pelo pinheiral
Para alcançar as dunas e o Oceano,
Quantos mergulhos a nu!
Ali disse adeus à minha viola
E aos mosqueteiros das patuscadas.
Ao acabar o dia,
Entrava pela noite dentro
O toque do silêncio,
E com ele um arrepio da emoção…
Foram longos anos, sim,
Mas também felizes dias:
E, chamávamos-lhe...
A ilha da morte lenta...


En aquel bello reducto
Rodeado por la ría y por el mar,
Y en una inmensa lengua de arena:
Aquellas dunas enormes
Que caían hasta las olas!
Y la gran pinada por el medio.
Menos mal que la chaqueta de cuero,
Con más agujeros que botones,
Que perteneció, ¡Dios sabe a quién!
Me protegía del viento norte invernal.
Era el privilegio de la vinculación
Con la línea delantera en la asistencia
Al JU52 y al Bihcraft, pues,
Pasamos a volar juntos!
Fuimos hasta Matacán,
¡Pero también a Getafe!
Entre unos vuelos, habían otros,
Tanto en el Harvard T6,
Como en el ChipmunK.
Buenos tiempos los que viví
Con aquellos “Moscardos”:
¡Qué escuadrilla!
En los días tranquilos,
A contemplar la Ría.
Aguas por veces muy quietas
Que más parecían un espejo;
Siempre brillantes y cristalinas.
Otros días humeantes,
En aquellas horas matutinas,
Dejando percibir, apenas,
La belleza incomparable de los “Moliceiros”.
Aquellas correrías por la pinada
Para alcanzar las dunas y el océano,
¡Cuantos zambullidos desnudo!
Allí he dicho adiós a mi guitarra
Y a los mosqueteros de las parrandas.
Al acabar el día,
Entraba por la noche dentro
El toque del silencio,
Y con él un escalofrío de  emoción…
Han sido longos años, si,
Pero también días felices:
Y le llamábamos…
La isla de la muerte lenta…


VOOS NOCTURNOS

A chama que saía
do tubo de escape do T6
luminava a noite.
Ia-se convertendo em pirilampo
quando se perdia na escuridão.
Quando se aproximava,
aquele zumbido ritmico de abelha
transformava-se num som
especialmente ronco, intenso,
que táo só se dissipava
quando se pressentia
o vento forte do noroeste:
era uma constante,
numa noite de voos nocturnos.



 VUELOS NOCTURNOS


La llama que salía
del tubo de escape del T6
iluminaba la noche.
Se iba convirtiendo en luciérnaga
cuando se perdía en la oscuridad.
Cuando se aproximaba,
aquel zumbido rítmico de abeja
se transformaba en un sonido
especialmente ronco, intenso,
que tan solo se disipaba
cuando se presentía
el viento fuerte del noroeste:
era una constante,
en una noche de vuelos nocturnos.



Quando o meu amigo Leite foi nomeado para África deixou-me este boné como recordação. Tínhamos acabado de voar juntos...
Pouco tempo depois era derribado.
Que descanse em paz!


55 comentarios:

Rodolfo N dijo...

Espectacular rememoración, plena de sentimientos, mezcla de felicidad y tristeza y una inacabable sensación de melancolía.
Gracias amigo por esta publicación

luís rodrigues coelho Coelho dijo...

Bom dia Duarte
Felizes recordações. Momentos da tua vida tão preenchidos de sonho e de ousadia ligados às máquinas voadoras.
Rasgos poéticos nos Céus de São Jacinto onde a terra se adentra mais no mar.
Sente-se muito de ti aqui nestes versos. Sente-se como ainda viva a tua amizade à equipe de pilotos e aos ares frios das noites.
Cordiais saudações.
Estas lembranças são vida que carregamos até que as sombras nos vistam os dias de esquecimento profundo.

Rosa dos Ventos dijo...

Andei por aqui perto há pouco, fica numa zona lindíssima esta base!

Abraço

Duarte dijo...

Rodolfo,
Ese don tan tuyo, siempre con ese tono poético que te caracteriza, me ha llegado al alma, has logrado percibir mi sentir... gracias...
Un gran abrazo

Duarte dijo...

Luís,
amigo, foram momentos difíceis, mas felizes. O sítio é lindo, mas o clima invernal duro. Quando o vento atiçava não se podia voar.
Deitaste o teu tom poético ao vento, porque sentes quase igual, somos duma época de aventura e ilusão.
Obrigado por entender-me

Duarte dijo...

Rosa,
as fotografias são do 65, com aquelas câmaras que nem requeriam regulação, por isso saíram assim, mas aqui estão, algo que perdura no tempo.
OA zona é lindíssima. De Espinho a São Jacinto, toda essa costa é duma beleza incomparável. E a Torreira! E Esmoriz! Linda a nossa Terra!
Abraços

Duarte dijo...

Como é bom passarmos o filme atrás! Um filme feito de ilusão, descoberta, sangue na guelra, adrenalina, aprendizagem e companheirismo. Voar como as aves, perdidos na imensidão dum céu sem fim, foi para ti que és um artista, o desfrutar de momentos maravilhosos de rara beleza que te acompanharão até à eternidade
Parabéns pelos poemas; lindos, e uma boa semana.
Um abraço

Manuel Lopes

São dijo...

Memória espectacular a que nos ofereces


Gosto muito de andar de avião, mas achei maravilhoso ir de Mónaco a Nice de helicóptero!!

Abraço grande para ti e que o teu amigo esteja em paz!

Everdina Kleeb- van Dongen dijo...

Tu reportaje me ha emocionado, perdone mi tardanza, pero con la pintura soy como una niña con zapatos nuevos y hace varios días que no había abierto el ordenador. Este fin de semana lo volveré a disfrutar, porque ya sabes que todo lo tuyo siempre me interesa y mas sabiendo el afecto que tienes esto para ti. Perdona tu atareada amiga, besos con todo el corazón de Diny.

Claudinha ੴ dijo...

Meu caro amigo Duarte! Que lembranças encantadoras! Uma época de emoção, aventura e aflições, creio eu. Apesar de seu amigo estar em outro plano, deixou-lhe as lembranças de bons voos e missões, além do boné. Eu tenho medo de aviões, mas me fascino com eles ao observá-los daqui da terra. Voo sem problemas maiores se preciso viajar, mas não sonho em pilotar, só nos video games, rsrs.
Admiro sua coragem, intrépidos pilotos!
Um abraço!

Duarte dijo...

Manuel,
a tua generosidade, amigo meu, não tem limites, o que muito agradeço. As tuas palavras estão embebidas em poesia o que as faz mais sinceras.
Sim, fui feliz.
Um grande abraço

Duarte dijo...

São,
para mim, tudo o que seja voar é pura emoção, proporciona-me uma felicidade imensa. Em terras de Catalunha até voei num balão.
O voo de avião que mais me impressionou foi numa Tiger, nos arredores do aerodromo da Costa Verde, Espinho.
Obrigado. Abraço-te emocionado

São dijo...

Num balão , nunca andei...mas ainda não perdi a esperança, rrss

Agora num parapente , é que não!

Bom final de semana, meu amigo

São dijo...
Este comentario ha sido eliminado por el autor.
LUZ dijo...

Olá, Duarte!

Como está?

Queria informá-lo de que parei, temporariamente com os meus dois blogues, tal como com os comentários nos blogues seguidores dos meus, por motivos profissionais.

Li a sua postagem, mas, obviamente, e por uma questão de igualdade de atitudes, não comentarei.

Dias felizes.

Um abraço da Luz.

Duarte dijo...

São,
falar de aviões, ou daquilo no que se pode voar, é a minha maior satisfação. Não podes imaginar as emoções vividas naquela Base de São Jacinto. Sabes o que é notar os golpes das ondas na barriga do avião!? Ou passar pelo arco da ponte da Torreira. Ou ter que aterrar num banco de areia, que ficou ao baixar a maré, porque a gasolina não deu para chegar à pista que estava a duzentos metros, E como sacar o avião dali? Neste caso era um Chipmunk... Mil aventuras para escrever um livro, que talvez farei!
Para voar em globo na Capadócia.... tudo cheio, quantas cores, que bonito!
Um grande abraço, querida miga

Lena dijo...

Já conhecia essa tua paixão pelo os aviões e sobretudo voar Duarte.
Acho que é a realização de um sonho de criança...faz-me pensar aqueles meninos brincando, correndo, "fazendo o avião"...
Deixastes aqui belos poemas muito sentidos e belas fotos...
Eu gosto pouco o nada andar nos ares, prefiro andar sobre terra.

Beijinhos

Duarte dijo...

São,
claro que sim, gosto das raparigas valentes.
Talvez seja o tipo de voo mais arriscado. Estava a ver que ia parar no mar alto, que susto! Menos mal que o vento acabou por empurrar para terra e acabei num campo de futebol, ao lado dum Hotel: onde então Cruijff treinava com os seus "muchachos"...
Abraços de vida

Diamantina Martins dijo...

Senti uma pontinha Duarte! Porquê?
- Porque no meu tempo isso era coisa de rapaz.
Se fosse hoje de certo que teria optado por ser enfermeira nos locais onde há esse tipo de emoções... Teria sido ainda mais interssante do que no hospital...
Duarte o que é a vida sem adrenalina?
Adoro essa paixão de viver... voar, fotografar e outras coisas que irei descobindo com o tempo.
Um forte abraço.

Diamantina Martins dijo...

Corrijo a primeira fraseque deve ler-se
Senti uma pontinha de inveja

Mª Jesús Verdú Sacases dijo...

Como siempre, perderse en tu blog es ganar cultura, recrearse en paisajes o conocer hechos que marcaron la historia.

Me encandila tu blog y lo sabes...

Duarte dijo...

Diny,
Amiga, como nos vemos a menudo, sobre todo en cultura portuguesa: son dos horas de convivencia plena y agradable. Después el paseo con una charla que nunca tiene fin...
Tenemos gustos que nos son afines y el fluir del verbo se alarga en el tiempo.
Beijinhos

Duarte dijo...

Claudinha,
sim, também houveram momentos de aflição, a incerteza ante a hipótese de ir para as então províncias africanas. Tudo foi questão de muita aplicação para lograr certos méritos que retardassem essa circunstancia.
O demais foi prazenteiro pois o sitio também ajudava. Ainda que alguns pensassem o contrario.
Querida amiga, o avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Nenhuma máquina passa por tantos provas, revisões e testes como um avião.
Abraços de vida

Duarte dijo...

Luz,
querida amiga, como já te disse, é uma decisão tua, mas na minha opinião não devias deixá-lo: escreves bem e com qualidade destacável. Podes aparecer com outra frequência, para evitar esse desgaste pessoal.
Procede como melhor considerares, mas estarei encantado de seguir lendo coisas escritas por ti.
Um chi-coração

Duarte dijo...

Lena,
querida amiga, as fotos não são destacáveis, tendo presente a época, 1965. Mas para o que se conseguia então não estão mal. São uma grata recordação, o que realmente mais importa.
Concordo com o resto daquilo que expões.
Um grande abraço

Duarte dijo...

Diamantina,
totalmente de acordo com a tua reflexão. As mulheres não iam para a tropa, só estavam as do corpo de enfermagem, mas nesta Base não, e na Ota tampouco: mas vi alguma na lavandaria da Ota!
Quanta adrenalina, mas que felicidade!
Sou um ser inquieto, activo, apaixonado pela vida.
Aquele abraço amigo

rosa-branca dijo...

Amigo Duarte, das recordações também se vive e tu tens aqui muitas para recordar. Palavras belas engalanadas de saudade. Beijos com carinho

Justine dijo...

Uma das tuas grandes paixões, verdade? E sabes muito bem exprimi-la! Beijo amigo

Duarte dijo...

Diamantina,
captei perfeitamente o sentido das tuas palavras. Obrigado pela aclaração.
Abraços

Duarte dijo...

María Jesús,
gracias, querida amiga, pero no es para tanto. Lo que si puedo es confirmar es que lo hago con ilusión.

AFRICA EM POESIA dijo...

SÃO Jacinto aqui tão perto...
portanto...
vem matar saudades...

eu vim a correr deixar um beijinho e para saberes que não te esqueço-
esta semana complicada com consultas
Sexta se Deus quiser o Zé vai ao Santo António e espero que melhore..


um beijinho grande e verde...

Gosto-te.

AFRICA EM POESIA dijo...

SÃO Jacinto aqui tão perto...
portanto...
vem matar saudades...

eu vim a correr deixar um beijinho e para saberes que não te esqueço-
esta semana complicada com consultas
Sexta se Deus quiser o Zé vai ao Santo António e espero que melhore..


um beijinho grande e verde...

Gosto-te.

Duarte dijo...

Rosa Branca,
assim é. Precisamente por isso o meu primeiro livro levou o titulo "Recordar é viver".
Um acerto pleno, o dos teus dizeres.
Abraço-te forte

Duarte dijo...

Sim, Zé. Em Aveiro falamos disso. Foi pouco tempo, ainda que bem aproveitado. Não deu para ir a São Jacinto: mas foi bom!
Obrigado, querida amiga, com um abraço bem grande

Maria Emilia Moreira dijo...

Olá amigo Duarte!
Conheço a zona de São Jacinto, muito linda. A vossa amizade também o é. Recordar esse tempos em que foram felizes é tão bom! Mas há sempre um espinho...alguém que já partiu.
É a lei da vida.
Um grande abraço.
M. Emília

Mariazita Azevedo dijo...

Lindas recordações, meu querido amigo.

Mas hoje estou aqui em "missão especial" :
Trazer abraços apertados e beijos repenicados por este dia, também ele, ESPECIAL.
Parabéns, meu querido (para além dos que deixei no Face).
Que o TEU dia seja particularmente feliz.

Beijinhos
Mariazita
(Link para o meu blog principal)

Duarte dijo...

Lili,
deixas-me intranquilo, já me contarás coisas, que espero sejam das melhores.
Um grande abraço, de leão!

Poetiza dijo...

Siempre bello este paseo por tus letras e imagenes siempre me llena el alma de sensaciones. Gracias por estar amigo, cuidate mucho

Silenciosamente ouvindo... dijo...

Meu querido amigo. Este post tem
muito de si, da sua vida, dos
seus gostos. Irei ver os vídeos
com a atenção de sempre.
O amigo e uma pessoa excepcional
que eu tive a sorte de conhecer
neste mundo da Net. Tenho sido
muito sortuda.
Um beijinho de muita amizade.
Irene Alves

Minha vida de campo dijo...

Ola Duarte,
parabéns pelo interessantíssimo post. Um relato histórico maravilhoso para os jovens, tão desatualizado.
Tenha um ótimo fim de semana.

Duarte dijo...

Maria Emilia,
a presença da Ria, o Oceano, as dunas, o pinheiral, elementos que formam um conjunto que convida a uma vida plena em contacto com a natureza. Algumas zonas, naquele então eram mesmo virgens...
Agradeço as palavras amigas com um grande abraço

Duarte dijo...

Mariazita,
obrigado, querida amiga, conseguiste emocionar-me.
Assim foi, tive um dia pleno de grandes satisfações, rodeado do aconchego da família e dos amigos.
Abraços de vida

Mariazita Azevedo dijo...

Querido amigo Duarte
Quando recordamos o passado, cenas vividas na nossa juventude, acabamos sempre por deixar para segundo plano as coisas menos boas (a ilha da morte lenta...) e realçar aquilo que nos marcou pela positiva.
No livro que estou escrevendo - as minhas "memórias" das peripécias dos tempos que passei em África - é isso mesmo que acontece; até parece que foi tudo um "mar de rosas"...
Mas ainda bem que a nossa natureza se encarrega de fazer essa selecção, pois assim as recordações são mais agradáveis.

Um óptimo fim-de-semana
Beijinhos

Mariazita
(Link para o meu blog principal)

Duarte dijo...

Sandra,
me hace feliz que así sea, querida amiga. A mi también el sentirte cerca.
Un gran abrazo y... cuidate mucho.

Duarte dijo...

Mariazita,
mencionar a Ilha da morte lenta, foi só no aspecto comparativo, já que para mim não foi assim. Durante a semana tinha bastante com que entreter-me, era uma escola de pilotos para a nossa África, uma guerra inútil que ceifou a vida da juventude daquela época. E não te digo quando tínhamos voos nocturnos, acabávamos de madrugada. Mesmo assim fui muito feliz em São Jacinto, que em alguns fins de semana nem fui a casa, que tranquilidade!
Boa semana e um forte abraço

LUZ dijo...

Olá, estimado Duarte!

Como tem passado?

Bem, como leio os comentários que antecedem o meu, soube através das palavras da Mariazita que fez anos dia 24 deste mês. Interpretei bem?

Se sim, FELIZ ANIVERSÁRIO E MUITOS ANOS DE VIDA, COM QUALIDADE, são os meus sinceros votos.

Estive, de novo, a ler a sua publicação/recordação, e tenho de confessar-lhe uma coisa: EU TENHO PAVOR DE ANDAR DE AVIÃO, HELOCÓPTERO ou algo que ande no ar.
SOU TODA PÉS NO CHÃO E BEM ASSENTES. SOU MAIS QUE TERRENA.

Não conheço a zona citada, nem estes acontecimentos, mas senti que por aquilo que escreveu, que houve sofrimento com felicidade.

São conceitos antagónicos, pois são, mas, mais tarde, a mente humana transforma o que foi menos bom em recordação agradável. É INCRÍVEL!

Queria também dizer-lhe que não me alheei dos blogues, tanto assim, que estou aqui a "falar" consigo.
É fim de semana, e tenho mais tempo para vos visitar, e é o que tenho feito.

Em relação aos meus blogues, todos os dias os visualizo e vejo quem passou por lá. Uns deixam um abraço/beijo, outros não. São formas diferentes de entender a mensagem que coloquei nos blogues.
Penso voltar a escrever, se Deus quiser, mas não sei ainda quando.

Desejo-lhe uma excelente semana, que hoje se iniciou.

Um abraço, com estima, da Emília.

Duarte dijo...

Irene,
a vida sempre dá aquilo que se recebe. Um amigo merece um respeito e quando existe reciprocidade é bonito.
Se gostaste, eu feliz.
Um abraço bem grande

Duarte dijo...

Minha vida de campo,
que grande verdade acabas de dizer... que pouco sabem de historia contemporânea! Os culpáveis, professores e pais ao 50%.
Uma boa semana, querida amiga

Vera Lúcia dijo...


Olá Duarte,

Grandes emoções por aqui. Adorei ler e descobrir esta passagem de sua vida e sobre sua paixão por voar. Bela postagem.

Estou vindo do Luís Coelho, onde fiquei sabendo que você aniversariou. Assim, desejo-lhe um novo ano de vida recheado de muitas alegrias, saúde, paz e felicidades. Parabéns!

Grande abraço.

Duarte dijo...

LUZ,
assim foi, querida amiga, um ano mais a somar a outros muitos, felizmente.
OBRIGADO, isso espero, se a saúde acompanhar, e se nos deixam!
É onde melhor se está, não há nenhum meio de transporte tão seguro como o avião. São muitos a voar, mas cada um a uma altitude e com rotas estabelecidas.
Está entre a Ria de Aveiro e o Atlântico. Pode-se chegar até ali em barco, ou por terra, neste caso indo pela Torreira.
Eu encantado, por isso te escrevi. Gosto da tua conduta e da qualidade daquilo que escreves.
Posso divulgar os teus escritos aos meus alunos de Cultura Portuguesa?
Un abraço bem grande

Duarte dijo...

Vera Lúcia,
creio que nasceu comigo. é algo que sinto desde miúdo.
Sou feliz num avião, quanto mais pequeno melhor, é como melhor se sentem determinadas emoções e sensações.
Obrigado, querida amiga, o Luís também é um grande amigo.
Abraço-te emocionado e agradecido

LUZ dijo...

Boa noite, Duarte!

Como está?

O importante é que continue fazendo anos, com qualidade de vida.

Acredito no que me diz quanto ao avião, mas...que medo!

Agradeço a sua informação geográfica.

Obrigada, sobretudo por gostar da minha conduta, aliás, diga-se, em abono da verdade, que 99% dos homens seguidores dos meus blogues, já aprenderam a distinguir o trigo de joio. Eu não sou, nem nuca fui uma "caçadora" de homens, ao contrário do que pensam algumas seguidoras e não seguidoras.

Não sabia que era Professor, também. Pode utilizar os meus poemas, com toda a minha permissão, para mostrar aos seus alunos a "Cultura Portuguesa".

já levei alguns poemas meus para as minhas aulas, mas dizendo que eram de autor/a desconhecido/a, e o sucesso foi quase de 100%.
Os alunos/as, em geral, não gostam de poesia, mas na minha, ficaram absorvidos e nem quiseram ter intervalo, sobretudo os rapazes.

Passei por aqui, porque calculei que já teria nova publicação, e que belas imagens a constituem. É Arte!

Quando quiser, apareça no meu blogue, o único que está agora, em atividade, o "Luzes e Luares".

Bom resto de noite e bom domingo.

Um abraço bem cordial.

Duarte dijo...

LUZ,
que brilha com luz própria. Assim é, as pessoas possuidoras duma personalidade assim acabam por ter êxito. "Tienes gancho" como dizem por aqui. La empatia é a porta da comunicação.

OBRIGADO, isso espero e que tu o possas ver.

Se te contasse um voo numa Tiger!... Num JU52 , e especialmente num Bitscraft, um bimotor, num voo de Matacan (Salamanca) para São Jacinto, então passarias a valorar a beleza e a segurança dos aviões. Um dia conto-te, quando nos vejamos!

Com a tua autorização, é o que farei.

Já por lá andei.

Que tenhas uma boa semana.
Aquele abraço amigo

Lia Noronha dijo...

Duarte: estou viajando nessas imagens..que emocionante!!
Fico feliz em ter encontrado o seu espaço...ficarei muito tempo pro aqui!!!
abraços d e bom dia a ti.

Duarte dijo...

Lia,
é o mesmo que viajar no tempo, já passaram muitos anos!
Também me faz sentir bem encontrar alguém assim, como tu.
Que tenhas um bom dia.
Abraços