viernes, 31 de enero de 2025

EL MAR DE SOROLLA

 























26 comentarios:

Eugénio Tavares dijo...

Pelo que vejo, presumo que se trata de uma exposição de obras de Joaquín Sorolla.
Pintor nascido no final do século de XIX em Valência e, oriundo de uma família pobre.
Apesar disso, no inicio do século XX, o seu estilo teve muito sucesso, manifestando-se em pinceladas rápidas e carregadas de tinta, que em poucos traços plasmavam a rica e vibrante gama de cores das praias e transeuntes que ocupavam suas telas, inspirando-se principalmente em Valência.
Termino com um forte abraço e, felicitando-te por mais este excelente trabalho, na divulgação de este génio da pintura espanhola!

Rosa dos Ventos dijo...

Eugénio Tavares disse tudo e eu gostei de saber!

Abraço

Eugénio Tavares dijo...

Desde já quero agradecer as suas simpáticas palavras Rosa dos Ventos!
Confesso, que fiquei muito surpreendido pela positiva, por ter mencionado o meu nome e de ser do agrado da senhora, aquilo que escrevi.
Na realidade o pintor em questão, Joaquín Sorolla, é um dos pintores que admiro o legado da sua obra!
Ontem ao visitar o blog, fiquei surpreendido com a temática, por isso escrevi um pouco sobre a opinião que tenho do pintor.
Os meus respeitosos cumprimentos.

Duarte dijo...

Eugénio, assim é, mas só da época vinculada com o mar. Noutras entradas de anos anteriores, deste blog, já fui falando de Joaquín Sorolla e do seu talento para com esta arte de pintar.
Os seus pais faleceram quando ele só tinha dois anos de idade e foi acolhido pelos seus tios maternos: uma vida de dificuldades.
A luz destaca nas suas obras pela riqueza das cores e especialmente pelos brancos.
Também ficou destacável e de grande impacto, as pinturas realizadas para uma sociedade americana de Nova Yorque que já tratei noutro momento neste blog.
Obrigado, meu amigo, pois como tu sou um grande admirador da obra deste grande artista.
O que lamento é não ter na minha casa uma obra sua.
A avô da minha esposa tinha uns artilheiros na praia do Cabañal e como Sorolla pintava entre o Cabañal e a Malvarrosa, pela amizade que os unia, guardava os seus utensílios nos seus armazéns. Mas então eram os inicios del, depois foi para Játiva e posteriormente para Madrid, senão quem sabe...
Um forte abraço e agradecido pela tua colaboração.

Duarte dijo...

Rosa dos Ventos, encanto pela tua presença, pois há muito que não sabia de ti.
Eugénio e eu somos amigos e ambos admiradores da obra do Joaquín Sorolla.
Abraço forte.

Duarte dijo...

Eugénio, tão gentil e amável como sempre.

Duarte dijo...

Para os amigos de língua Portuguesa.
Nestas datas: 8/3/2008, 24/5/2009, 6/7/2009 e 30/12/2013, já deixei trabalhos sobre Joaquín Sorolla, assim como dados biográficos. Como desta vez só era o vinculado com o mar e como a exposição leva esse titulo, limitei-me a expor o que vi.
Aqui deixo tudo aquilo que sei deste grande artista valenciano que tanto admiro.
Joaquín Sorolla y Bastida nasceu em Valência, a 27 de Fevereiro de 1863. Filho de Joaquín Sorolla Gascón e María Concepción Bastida. Os seus pais faleceram de uma epidemia de cólera, quando ele tinha apenas 2 anos de idade. Ele e a sua única irmã foram acolhidos pelos seus tios maternos. O seu tio tentou ensinar-lhe, em vão, o ofício de serralheria, mas a sua vocação era a pintura. Compartiu os estudos de pintura com José Vilar y Torres, os irmãos Benlliure y Pinazo.
Ao terminar a sua formação acadêmica na Escola de Belas Artes de Valência, começou a enviar as suas obras para concursos e exposições nacionais de belas artes. Em 1881, as suas pinturas foram declinadas porque apresentavam temas de marinhas valencianas e não temas históricos e dramáticos próprios da pintura oficial da época.
No ano seguinte, estudou a obra de Velázquez e outros pintores no Museu Nacional do Prado. Dando então começo à sua etapa realista, sendo o seu professor Gonzalo Salva. Em 1883, conseguiu uma medalha na Exposição Regional de Valencia e, em 1884, alcançou a medalha na Exposição Nacional graças à sua obra “Defesa do Parque de Artilharia de Monteléon”, uma obra melodramática e escura, feita expressamente para tal exposição. Como lhe disse um colega: “Aqui, para ser conhecido e ganhar medalhas, tem que pintar mortos.”
Conseguiu outro grande êxito em Valência com a sua pintura sobre a Guerra da Independência. Dessa maneira, recebeu uma bolsa para viajar a Roma, onde conheceu a arte clássica e renascentista, assim como os grandes museus e artistas.
Em 1885, foi a Paris com o seu amigo e também pintor Pedro Gil, conheceu a pintura impressionista. Ao regressar a Roma pintou telas com variações enquanto a temática e estilo. Entrou assim em contato com as vanguardas europeias, destacando o impacto que lhe produziram as obras dos pintores John Singer Sargent, Giovanni Boldini e Anders Leonard Zorn.
Em 1888, casou com Clotilde García em Valência, viveram um ano na Itália, na cidade de
Assis. Algumas das suas obras, estão relacionadas com este período, como Vendendo Melões (Museu Carmen Thyssen, Málaga), época em que pintou temas de costumes, por serem de fácil comercialização. Em 1889, se instalaram em Madrid e, em apenas cinco anos, Sorolla alcançou certa fama e prestígio como pintor.
Em 1889, regressou a Paris para ver a Exposição Universal, onde descobre os pintores nórdicos e o seu peculiar tratamento da luz, onde desenvolveu um estilo pictórico denominado “Luminismo”, que seria característico da sua obra a partir de então. Começou a pintar ao ar livre combinando a sua maestria na captação da luz com cenas cotidianas, paisagens da vida mediterrânea, costumes do mar e de denúncias sociais.
Em 1890, nasce a sua primeira filha, María Clotilde; em 1892, o seu filho, Joaquín; e em 1895, Elena, a sua terceira filha.
Em agosto de 1900, estando em Valência, o seu amigo o escultor Ricardo Causarás Casaña foi visitar Sorolla para pedir-lhe que posara de modelo vivo para esculpir una estatua de terracota e gesso, que Causarás teria pensado expor na Exposição Geral de Belas Artes de Madrid em 1901. Sorolla esteve em janeiro de 1901 no estúdio de Causarás, posando como modelo durante 20 dias. Além de esculpir a sua estátua, também esculpiu um busto, em terracota, e o molde em gesso da mão direita de Sorolla na posição de pintar. Em Maio do mesmo ano a estátua de Sorolla foi exposta, sendo premiada. Posteriormente, permaneceu exposta em Valencia, de 1901 a 1925, na sala principal do Círculo de Belas Artes, sendo finalmente presenteada à Câmara Municipal de Valência que, em 1931, instalou-a nos Jardins Reais de Valência.
Como o sistema não admite o total do texto farei outra.

Duarte dijo...

Aqui deixo o resto do texto anterior.
Em 1900, obteve o Grande Prêmio dos Pavilhões Espanhol e Português na Exposição Universal de Paris. As suas constantes viagens a Paris deram-lhe a conhecer as distintas vanguardas, que ele experimenta nas sus obras. Emergem os “ismos” na sua pintura, mas experimentando sempre como captar a luz. Faz retratos e se interessa pela paisagem, viajando por diferentes regiões espanholas para registrar os matizes de cores. Segue pintando os costumes do mar e temas de praia, os seus trabalhos mais reconhecidos no mundo inteiro. A partir de 1907 iniciou os seus estudos de jardins, principalmente em Andaluzia.
Nesse período expõem individualmente em várias cidades da Europa e dos Estados Unidos: em 1906 em Paris, no ano seguinte em Berlim, Düsseldorf e Colônia; em 1908, em Londres e um ano mais tarde em Nova York, Búfalo e Boston. As exposições se concluem em Chicago e Saint-Louis no ano de 1911, com grande êxito em Paris e aclamado em Nova York.
Em 1911 Sorolla assina um contrato com The Hispanic Society of America, de Nova York onde se compromete a realizar uma decoração a grande escala sobre As Províncias da Espanha, enfrentando-se a um projeto mural de proporções gigantescas. Foram quase 8 anos viajando constantemente por toda Espanha, buscando os aspetos mais peculiares da sua indumentaria e costumes. Ao finalizar esse projeto, Sorolla pinta de forma mais sintética, buscando novas formas de interpretar a luz.
A aportação mais importante de Sorolla foi a sua pincelada fluida e o colorido com o qual desarrolhou um autêntico estilo vanguardista, tintado das inquietudes culturais e filosóficas da época. Com o uso do branco, uma das suas cores protagonistas, conseguiu dar às suas obras uma luminosidade única e uma marca própria que o distingue facilmente dos demais.
Em 1920 sofre um ataque epilético que deixa o seu lado esquerdo incapacitado. A sua família tenta animá-lo, mas o pintor vai enfraquecendo até 10 de agosto de 1923, data em que falece em Cercedilla, província de Madrid.

Pedro Coimbra dijo...

Não conhecia e fiquei encantado.
Abraço, boa semana

Tais Luso de Carvalho dijo...

Olá, amigo Duarte, magnífica postagem sobre esse excelente pintor
Joaquín Sorolla, já fui ao Google pesquisar mais suas belas obras que
gostei muito !
Uma partilha e tanto como dizemos aqui. Muito Obrigada.
Um ótimo domingo e uma feliz semana querido amigo!
Paz, saúde e felicidade sempre!
Grande abraço daqui do sul do Brasil.

AMALIA dijo...

Me encantó leerte.
Sorolla es uno de mis pintores favoritos. Sus pinturas son de una gran belleza.
Me alegra lo hayas recordado.
Un abrazo.
Feliz fin de semana.

Duarte dijo...

Pedro, o que muito me satisfaz, pois coincidimos.
Forte abraço e uma boa semana.

Mário Margaride dijo...

Boa noite, amigo Duarte
Excelente visita guiada aqui nos fazes neste belo post.
Gostei bastante.
Deixo os meus votos de uma boa semana, com tudo de bom.

Abraço fraterno
Mário Margaride

http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

Graça Pires dijo...

Uma excelente exposição do mar visto por Joaquín Sorolla. Obrigada por partilhar.
Uma boa semana.
Um beijo.

São dijo...

Excelente este teu post tanto pela informação sobre o pintor como pelas obras escolhidas.

Beso, amigo mio, feliz semana :)

Duarte dijo...

Tais, como já indico num dos textos, estamos ante um dos grandes pintores universais e nascido em Valência.
Sim, algumas de grande beleza e outras grandiosas, como as que fez para essa sociedade americana.
Agradecido estou pelas tuas palavras de apoio. Obrigado.
Uma boa semana.
Um forte abraço de vida desde terras do Mediterrâneo.

Os olhares da Gracinha! dijo...

Que interessante!
Obrigada pela partilha! 👏😘

Duarte dijo...

Amalia, una persona con tu sensibilidad tiene que admirar la obra de Sorolla, toda ella es arte y sensibilidad.
Me alegra que pienses así.
Feliz semana con un fuerte abrazo.

Duarte dijo...

Mário, satisfaz-me saber que é do teu agrado.
Sim, são obras de grande beleza
Tudo de bom com um forte abraço de vida.

Maria Rodrigues dijo...

Fantástica exposição de um pintor que não conhecia.
Adorei especialmente a última pintura.
Obrigado pela partilha.
Um grande abraço

Duarte dijo...

Graça, o mar foi sempre a sua fonte de inspiração, por isso ao principio deste post estão essas imagens vinculadas com o mar.
Nada tens a agradecer, faço-o com muito gosto.
Um beijo

Duarte dijo...

São, é um artista que admiro e que sigo há muito.
Forte abraço para um bom fim-de-semana.

Duarte dijo...

Gracinha, gosto do termo que empregas, diz muito.
Por mim encantado.

Justine dijo...

"Visitei" atentamente a exposição de Sorolla que em boa hora organizaste aqui no teu post, e encantou-me rever muitas das pinturas que estiveram cá! Matei algumas saudades dos trabalhos deste pintor magnífico!
Obrigada, amigo!

Duarte dijo...

Maria, é um dos grandes no seu estilo: a luz.
Também gosto muito desse quadro. Neste caso a exposição é só sobre o MAR, por isso esse ambiente nos quadros.
Forte abraço de vida

Duarte dijo...

Zé, assim é, estamos ante um pintor com umas características que o fazem único, como bem dizes, magnífico.
Fico feliz pelo efeito causado. Um prazer!