O Mosteiro do Divino Salvador de Moreira, também conhecido como Mosteiro de Moreira da Maia, Igreja Matriz de Moreira, Igreja Conventual ou, não-oficialmente, como Catedral das Terras da Maia, é um antigo mosteiro de estilo maneirista, localizado na freguesia de Moreira, Município da Maia.
A fachada da Igreja apresenta-se regrada e austera. O granito dá-lhe um tom sombrio. A planta da Igreja é de nave única, com falso transepto aproveitado em capelas, inserindo-se ainda, no segundo terço superior da nave, duas capelas laterais.
A igreja desempenha a função de igreja matriz da freguesia.
O Mosteiro foi fundado em 832, sendo transferido em 1060 para a localização atual. O mosteiro atual data de 1622. Antes de ingressar na Congregação de Santa Cruz de Coimbra, em 1565, era o mais importante mosteiro da Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, precedendo a todos os outros em importância e antiguidade no bispado do Porto.
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, a cerca do Mosteiro foi separada da Igreja e vendida a privados, passando a certa altura a ser propriedade de Luís de Magalhães, ilustre membro da Geração de 70, trazendo alguns dos seus pares, como Eça de Queirós, Antero de Quental, Oliveira Martins, Jaime de Magalhães Lima, Alberto Sampaio e António Feijó. A Quinta do Mosteiro é inclusive referida por Eça de Queirós como a "Quinta de Refaldes" na sua obra A Correspondência de Fradique Mendes.

O mosteiro encontra-se classificado como Público desde 2012.
Fui batizado neste Mosteiro, também foi nele que fiz a comunhão solene e exerci de padrinho no casamento da minha irmã.



















































22 comentarios:
A fantástica arte sacra existente em Portugal.
Abraço
Por essa forte ligação familiar esse templo tem realmente muita importância para ti.
Agradeço teres dado a conhecer .
Abraço forte , que tenhas feliz Agosto, querido amigo.
Ainda não conheço o seu interior! Moro muito perto dele! Bj
Pedro, que aprendi vendo-a desde criança: gosto. Mas muitos Maiatos ainda não a viram.
Abraços
O Mosteiro do Divino Salvador de Moreira é uma joia do nosso património, situado em Moreira, com uma presença imponente que se destaca pela sua fachada austera e impenetrável, marcada pelos tons sombrios do granito. Esta antiga igreja, carregada de história e significado, é um dos mais notáveis testemunhos do nosso passado religioso e cultural.
Para mim, este mosteiro tem também um profundo valor emocional. Foi lá que batizei os meus filhos e onde se realizaram as missas de corpo presente dos meus pais e de um tio muito querido. Cada pedra daquele edifício guarda memórias, não só minhas, mas de muitas gerações da nossa terra.
No seu interior, ricamente conservado, destaca-se o magnífico altar-mor em estilo barroco, revestido a talha dourada, uma verdadeira obra de arte. O teto, coberto por elegantes caixotões, confere ao espaço uma nobreza e beleza únicas. Para quem quiser saber mais sobre estes detalhes artísticos e históricos, o nosso amigo Duarte é uma referência, pois conhece profundamente o enquadramento e a história deste monumento.
Termino esta modesta partilha com um agradecimento sincero a quem divulga e valoriza os monumentos da nossa terra. Só assim conseguimos preservar e honrar o que de mais bonito temos.
Um forte abraço!
Olá, amigo Duarte.
Excelente visita guiada aqui nos fazes. Belas fotos e pormenorizada descrição dos locais.
Excelente. Gostei de ver.
Votos de um bom fim de semana, com tudo de bom.
Grande abraço de amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
São, sim, desde pequeno, tanto a minha mãe como a minha avó, lá me forma guiando nesse caminho. Um ano até me vestiram de anjinho na procissão da Nossa Senhora Mãe dos Homens: mas não gostei nada. Quando comecei a estudar no Porto tudo mudou.
Por mim encanto, irei contando coisas.
Um feliz Agosto, querida amiga, com um forte abraço de vida.
Gracinha, então fomos quase vizinhos. Nasci em Pedras Rubras, na Rua das Guardeiras, na casa dos meus avós.
Quando foi estudar para o Porto, estava menos em casa e entretanto os meus pais optaram por fazer uma casa em Custóias. Como toda a família era Maiata, passava o meu tempo livre entre as duas casas. Na semana passada estive lá.
Quando possas vai, está muito cuidada, melhorou muito.
Abraço de vida
Notei o interior bastante cuidado, que pode ser debido a alguna fase de restaurado, pois na ocasião anterior que la fui esses dourados não brilhavam igual, nem os candeeiros. Mas isso é bom para a sua conservação e admiração dos que por lá passam.
Não deixes de aparecer, pois sempre aportas algo interessante.
Concordo plenamente com tudo aquilo que expões. Obrigado.
Um forte abraço de vida
Sabia que ias gostar. A tua sensibilidade fica manifesta naquilo que expressas.
Uma boa semana, plena de satisfações.
Grande abraço, meu amigo poeta.
Um mosteiro lindo no exterior e bem requintado no interior.
Para o meu amigo, ainda é mais especial por todos os eventos que ali viveu.
Um grande abraço
Olá, amigo Duarte, belíssimas imagens da Igreja!
Durante muitos anos lecionei pintura de Arte Sacra,
está na guia superior do Porto das Crônicas, o outro
Blog chama-se "Das Artes".
Gostei muito dessa sua postagem, aplausos!
Uma feliz semana,
Abraços daqui de longe!
Algumas das fotografias já tem anos, mas as do interior são recentes. Teve uma restauração e notasse.
Sim, foram momentos emocionantes, difícil esquecer.
Agradecido pela tua sensibilidade e amabilidade, querida amiga.
Forte abraço de vida
Encantado de ver-te por aqui, querida amiga Tais.
Passarei a ver o blog das Artes, pois também tenho certa paixão por elas.
Foi a primeira igreja que conheci e nem sabia que era um Mosteiro.
Feliz ao saber que gostaste.
Um forte abraço e tudo de bom, desde terras do Cid.
Um mosteiro com História.
Acrescentada com a tua comunhão solene...
Magníficas fotos, como sempre.
Boa semana.
Um abraço.
Um lindo Mosteiro que nos trazes aqui Duarte e que tem a ver muito contigo, fostes la baptizado. é muito lindo por dentro, como a maioria das igrejas que visitei pelo o Porto .
Depois o visitar com o teu olhar é sempre melhor. Vês sempre aquele pequeno detalhe.
Adorei este belo passeio !
Beijinhos
Duarte lindas as fotos é uma magnífica igreja, desejo uma ótima quarta-feira abraços.
Assim é. Como bem dizes, a destacar a sua historia e o que representa para mim.
Passo a deixar mais informação.
Forte abraço e continuação duma boa semana
Este Mosteiro, na distancia, apresenta-se-nos nobre e altivo, com a seguridade de quem conseguiu vencer o tempo.
Os Cronistas, como Nicolau Santa Maria, fazem remontar a sua existência a 862, o ano em que Dona Gontina efectuou várias doações a um convento em Gontão. O que leva a pensar que a primeira “casa” deve ter tido a sua origem em Gontão.
A existência dum documento datado de 915 no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, refere-se a "eglesia Santi Salbatoris".
No livro "O Mosteiro Crúzio de Moreira", o autor refere-se à primeira prova documental, de 1027, fazendo referencia a um conjunto de doações de terras que beneficiavam o "(...) Sancti Salvatoris Aulam Dei (...)". Foram feitas outras doações entre 1042 a 1087, em que Tructesindo Guterres doa a quinta e parte dos seus bens ao Mosteiro.
Por vontade e esforço do Prior D. Henrique Brandão, as obras de reconstrução da Igreja e Mosteiro iniciaram-se em 3 de Maio de 1588, tendo sido concluídas 34 anos mais tarde, no dia 3 de Maio de 1622.
Mas, Augusto Vieira, (com concordância de Pinho Leal) refere-se assim: "o primitivo convento de Moreira foi onde é a ermida de São Jorge de Gontão, sendo também esta a sua invocação, e dela foi fundadora D. Gontina, senhora das Pedras Rubras, no ano 900 de César. O abade D. Mendo é que o removeu em 1060 para o sítio actual, sendo a nova igreja benzida pelo bispo do Porto, D. Hugo, e chamando-se desde então do Salvador.
O convento do Salvador teve doações importantíssimas, citando-se entre muitas as de Soeiro Mendes da Maia, em 1123 (era de César), e as de Fructesindo Gutierrez em 1116.
Também fazem referencia a uma relíquia do “Sagrado Lenho”, a qual durante as guerras da autonomia deu-se por desaparecida, em 1510 foi reencontrada pelo prior Vasco Antunes debaixo da pedra d'ara do altar-mor, dentro de um antigo relicário.
O Couto do Mosteiro de Moreira, foi concedido por D. Afonso Henriques, antes de 1170.
Lena, já tinha pensado em fazer esta postagem, mas faltavam-me as fotografias do interior: agora sim, está ao meu gosto. Sim, representa muito para mim, assim como para a minha família.
Gostei da tua companhia neste nosso deambular.
Beijinhos
Lucimar, obrigado, tem um grande significado para mim.
Bom fim-de-semana com um abraço
Só o belo mosteiro é uma boa razão para visitar Maia...
.
Passei por por uma tragédia familiar...
O filho da minha irmã médica (que tinha tido câncer) faleceu de carcinoma entérico...
Triste de mais!
Abraços
~~~
Majo, pois sim, está em Moreira e só são uns poucos quilómetros.
Lamento o drama da tua Família. Tanto se faz pelo Câncer e seguimos sem poder combater o problema. Sim, triste demais... DEP
Grande abraço de vida
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