O concelho de Castro Marim, no distrito dE Faro na Região do Algarve, muito perto de Vila Real de Santo António, está limitado ao Este por Ayamonte (Espanha).
Os naturais ou habitantes de Castro Marim denominam-se castro-marinense. A origem deve estar relacionada com “a fortificação de Marino”
Pensa-se que o concelho de Castro Marim teria sido habitado por Fenicios, atraídos pelo cobre e pelo estanho. Posteriormente, foi também de domínio árabe, até 1242. Em 1319, tornou-se o quartel-general dos Cavaleiros de Cristo, ordem militar de grande importância nas primeiras viagens dos Descobrimentos. Em inícios do século XV, o Infante D. Henrique, o Navegador, foi nomeado Governador da Ordem e residiu no Castelo de Castro Marim: mandado construir no século XIII por D. Afonso III.
Este concelho está englobado na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim-Vila Real de Sto. António, de grande interesse biológico, sob múltiplos aspetos: ecológico, botânico, ornitológico e ictiológico. É uma zona influenciada por fatores económicos regionais: pesca, exploração de salinas e turismo.
No século XVII, consequência das guerras da Restauração, D. João IV mandou restaurar e ampliar o castelo com novas fortificações, como o Forte de São Sebastião.
Em XVIII, o terramoto ocorrido em 1755 em Lisboa afetou e destruiu grande parte da vila e respetivas muralhas.
Oásis cristão desde a tomada aos mouros pelo fronteiro-mor Paio Peres Correia, o castelo e a vila de Castro Marim conheceram amplos privilégios e ações de povoamento por parte dos primeiros monarcas portugueses. D. Afonso III terá construído a nova fortificação.
A necessidade de manter este posto avançado da reconquista, vulnerável aos múltiplos ataques costeiros, explicam o foral de D. Dinis, em 1282, e a doação do castelo à Ordem de Cristo.
Em 1640 D. João IV procedeu à remodelação e aumento das fortificação mandando também construir, no cabeço fronteiro, o forte de S. Sebastião.
Alberga a povoação e o denominado Castelo Velho.
Dentro destas muralhas erguem-se as ruínas da antiga igreja matriz, de S. Tiago, datada do século XIV e as ruínas do palácio dos condes de Soure, alcaides da vila.
E este lindo felino que me esteve a controlar durante a reportagem...









































































































