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martes, 2 de diciembre de 2008

RECITAL DE POESIA



AMIGOS DE LA POESIA




SILLA





Mi amigo Paco intervenía en el recital de poesía a celebrar en el Teatro de su ciudad natal, Silla, y me invitó al evento sin excusas, ya que después de tantos años de buena amistad consideraba, y con razón, que ya era hora de que asistiera a lo vivo a una de sus declamaciones. Acabé por aceptar y me personé para observar de cerca las habilidades de mi amigo, cuando se halla en la posesión de la palabra en verso. La amenidad en la variedad y calidad hizo con que el tiempo transcurriera si que me diera cuenta. Me agradó mucho, en su conjunto, todo el recital con una mención especial para Paco, que estuvo espectacular.




Pude, por fin, conocer personalmente a su esposa, Carmen, e aprovechamos para cerrar el momento de la mejor manera posible, y lo hicimos con una suculenta cena en uno de los restaurantes del pueblo. Disfrutamos de buenos momentos de buena y sana convivencia, pudiendo apreciar de cerca la popularidad de la cual puede hacer gala.




Um gran abrazo para ambos y saludos para todos los componentes del recital que estuvieran a gran altura.




Cuando partía Paco me dejo este soneto para que lo insertara aquí; va dedicado a todos los que se interesaron por él en el post que le dediqué.

A una rosa

Rosa reseca que encontrada
Entre hojas de un libro estás;
En tantos años ahí guardada
El recuerdo permanente serás.

Radiante fuiste regalada
A una señora sin reproche;
El aliento de esa mujer lejana
Aspiró tu fragancia esa noche.

Hoy, que aún inspiras ansia,
el alma llena de añoranza
Nostalgia adormilada es.

Ayer, rosa por sus manos acariciada,
esos labios por los que fuiste besada
una sonrisa me regalaron después...

Francisco Machancoses Peris

domingo, 7 de septiembre de 2008

PARQUE DOS POETAS



PAÇO DE ARCOS

OEIRAS

PERTO DE LISBOA




Da minha estadia em Lisboa vou destacar esta descoberta que me proporcionou o meu filho Joaquín, que muito está a prender desta terra nos dois anos que permanência, o imerecidamente destacável, por moderno e singular, PARQUE DOS POETAS.










Foi inaugurado em Junho de 2003, proporcionando um espaço de lazer, entre a cultura e o desporto, procurando cruzar a poesia e a arte dos jardins.







Só se alcançou o total desarrolho do projecto em 2006. Tem jardins, alamedas, parque infantil, fontes, parque de merendas, anfiteatro ao ar livre, entre outras possibilidades a descobrir, numa colina desde a que se avista o mar.






Estão representados na primeira fase os seguintes poetas: Carlos de Oliveira, Camilo Pessanha, Teixeira de Pascoaes, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, José Régio, Vitorino Nemésio, Miguel Torga, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, António Ramos Rosa, David Mourão-Ferreira, António Gedeão e Ruy Belo...








Cada um deles está representado por uma escultura sua, num jardim com forma de pétala que leva o seu nome e em cujo pavimento se esculpiu um significativo poema do autor.




Um espaço cheio de luminosidade, perto do mar, num espaço aberto entre o jardim e a poesia, criando uma atmosfera que faz com que a visita resulte deliciosa, permitindo recordar que Portugal é terra de poetas.



O Parque dos Poetas é um projecto da Câmara Municipal de Oeiras que com esta iniciativa fez uma merecida homenagem aos poetas e à cultura portuguesa.


domingo, 11 de mayo de 2008

PEDRO HOMEM DE MELLO




POETA

PROFESSOR

ESCOLA INDUSTRIAL INFANTE DOM HENRIQUE

PORTO

O que sei do meu professor de língua portuguesa...

A maioria diz que nasceu a seis de setembro de 1904 no Porto, mas há quem afirma que foi em Águeda.
O seu nome completo: Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello.
Estudou, na Universidade de Coimbra e de Lisboa, até formar-se em Direito.
Foi advogado e professor.
Notabilizou-se como poeta, num canto de amor profundo à terra e às tradições populares.




Tive-o como professor no Infante. Veio substituir, por doença, a José Amador.
Era um homem alto, elegante, sempre muito bem vestido, com um tom de voz forte e pausado, muito comunicativo: todo um Senhor. Cativava com uma personalidade tão distinguida.
Exigente, quando tínhamos que recitar aos poetas.
Manifestou um grande interesse pelo folclore e pelas danças populares. Sempre que podia tentava-nos com o folclore. Praticávamos as danças da nossa terra no ginásio: era a única ocasião em que nos juntávamos com as raparigas!
Desde então segui os seus passos literários.
É a partir de então que o nome e a fama do Poeta alcança certa magnitude, para não decair jamais.
Amália, cantou muitos poemas dele, havia uma boa química entre os dois. Ela dizia que era um homem extraordinário. -Tinha uma maneira de ser que eu gostava. Tinha um amor profundo por Portugal. Gostava da música da sua terra, era um homem à minha maneira. E um grande poeta. Às vezes mudava aquilo que não me dava jeito cantar. Consultava com ele, e aceitava. Há palavras que escritas ficam bem e cantadas não soam.

Estamos ante um poeta do povo por excelência, o que mais lhe satisfazia, mas um dos mais notáveis da sua geração.
Possui uma obra bastante extensa, quase tudo poesia, mas também algum ensaio.
Foram-lhe atribuídos vários prémios.
À entrada do restaurante "Garrafão" de Leça da Palmeira" encontrareis, sobre azulejos, um canto a aquela terra, a aquele mar.
O mesmo acontece no cemitério de Afife, nas terras de Viana, a sua grande paixão. Ali comprou uma casa, um velho convento rural Beneditino, junto ao rio, o Convento de Cabanas, donde pôde dedicar-se afincadamente, rodeado da paz que envolve o entorno, à sua obra poética e ao folclore.
Deixou-nos numa fria manhã de Dezembro de 1984.





Algumas obras:

Poesia

Caravela ao Mar (1934)
Jardins Suspensos (1937)
Segredo (1939)
Pecado (1942)
Os Amigos Infelizes (1952)
Grande, Grande era a Cidade (1955)
Eu hei-de voltar um dia (1966)
Poesias Escolhidas (1983)






Ensaio

A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português (1941)
Danças Portuguesas (1951)
Danças de Portugal (1961)
Folclore (1971)




Talvez que eu morra no leito
onde a morte é natural.
As mãos em cruz sobre o peito.
Das mãos de Deus tudo aceito,
mas que morra em Portugal.


Prémios

Antero de Quental pelo "Segredo" (1939)
Ocidente por "Há uma rosa na manhã agreste" (1964)
Casimiro Dantas da Acad. das Ciências de Lisboa por "Eu hei-de voltar um dia" (1966)
Nacional de Poesia pelo livro "Eu desci aos infernos" (1972)




Retrato: sépia de Carlos Carneiro.

As imagens foram obtidas da pagela, postal e bloco, editados pelos Correios de Portugal: CTT.

viernes, 14 de marzo de 2008

DIA MUNDIAL DA POESIA




Casa Fernando Pessoa

Câmara Municipal de Lisboa

Rua Coelho da Rocha, nº 16

1250-088 - Lisboa Portugal

Telf: + 351 21 391 32 75


http://mundopessoa.blogs.sapo.pt