
A centenária «Escola do Infante», uma instituição que assistiu às vicissitudes da fase inicial do lançamento do ensino técnico em Portugal, que viveu a última fase da Monarquia, o período da República e do Estado Nova, após o 25 de Abril de 1974 na constante busca de caminhos novos para o ensino técnico no século XXI, constitui uma fonte preciosa de ensinamentos, pelo que vale a pena meditar sobre o seu passado.





A Escola foi criada por um decreto de Janeiro de 1884 do ministro António Augusto de Aguiar, com o nome de Escola de Desenho Industrial de Vilar. Então ficado instalada no antigo Circo do Palácio de Cristal, anexa ao Museu Comercial e Industrial que ali existia. A 5 de Dezembro, desse ano, recebeu o nome do Infante D. Henrique, que manteve até hoje.
O interesse pelas prelecções aos cursos ali ministrados foi tal que, em Junho do ano seguinte, concorreram mais de meio milhar de jovens, sendo dez do sexo feminino. As limitadas instalações não permitiam absorver tantos pretendentes, havia que actuar.
A formação técnica que seguia em grande apogeu levou, dois anos mais tarde, a que o ministro Emílio Navarro desse inicio à criação duma formula com. os princípios básicos dum ensino de carácter prático, acompanhado de um trabalho manual apropriado às necessidades de cada especialidade.
De acordo com um esboço histórico do estabelecimento, em 1891, a organização de João Franco transforma-a conjuntamente numa escola Industrial completa, onde se ministra um ensino primário elementar, com desenho e trabalho manual educativo, e um curso geral complementar, preparatório para os institutos comerciais e industriais. Todas as reformas desde então implementadas pelo Poder Central atingem, desde logo, este estabelecimento de ensino que, no seu ramo, se converte paulatinamente numa das mais prestigiadas do país.
Para além do Desenho, vão-se implementando cursos de Lavores Femininas (1892), Artes Gráficas (1922), Prático-Electricista (1924) e Condutor de Automóveis (1925). Mais tarde Construção Civil, Química, Têxtil, e Radiotécnica.
Depois das instalações no Palácio de Cristal, a Escola Industrial do Infante D. Henrique transferiu-se para um edifício fronteiro ao Jardim da Cordoaria, contíguo à igreja do Calvário. Posteriormente, em Outubro de 1933, para as instalações que ainda hoje ocupa.





















Professores ilustres, e os que o não foram tanto, deram a este centro de estudo o prestigio merecido. Inesquecíveis os nomes de José Amador, Pinto da Silva, Pedro Homem de Melo, Paulino, “Carrapato”, “Electrão”, os Mestres Martins; assim como outros que a minha mente se nega em recordar.











Hoje posso afirmar com contundência que muito daquilo que sei aprendi-o ali, no Infante: do que me sinto orgulhoso.

Hoje

Aquela Rua da Torrinha!!!

Comemorações...
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