martes, 28 de noviembre de 2006






...algunas muestras más de ese pulmón de la ciudad, decadente al finalizar el equinoccio otoñal, pero aun pude ver orquídeas en flor...

domingo, 26 de noviembre de 2006

EL JARDIN BOTANICO DE VALENCIA EN OTOÑO
La frondosidad del Jardín Botánico de Valencia perdió ese color que lo caracteriza, gracias a la abundancia y riqueza de flora que por allí abunda, pero ganó en matices de colores que tan solo el otoño da. El manto de hojas caídas y la desnudez de algunos arboles hicieron que recordara los otoños de mi tierra cuando me iba andando de la estación de Francia, en Porto, hasta la plaza de Galicia, donde estaba el centro de estudios que frecuentaba. Al cruzar, en el otoño, la plaza de Mouzinho de Albuquerque, más conocida como Rotunda da Boavista, no se veía el suelo por la abundancia de hojas que caían diariamente, pero permitiendo ver desde lejos el monumento de la Guerra Peninsular allí existente, de gran belleza escultórica.




NOTAS OUTONAIS

É outono, cheira bem e até é possível que já vendam violetas no Carmo e castanhas na Baixa.

O céu é mais cinzento e menos azul. A temperatura ambiente ainda é cálida. A linha do horizonte está mais perto. O Sol foi-se embora mais cedo. A terra adquiriu um tom avermelhado, assim como a linha do horizonte o rubro, que parece em chamas. Os campos menos férteis aguardam um novo ciclo, uma nova jornada.

As praias vão ficando sozinhas, vazias de gente, muito mais belas na sua solidão. As gaivotas voam mais baixo buscando o alimento de cada dia, lentas, caprichosas, convencidas de que com essa envergadura o seu voo é firme, seguro, dando ao conjunto uma bela imagem de outono. Até os barcos pararam, como para contemplar tão sumptuoso quadro, um panorama típico da época mais desejada do ano, o outono!

As árvores, até agora engalanadas e belas , elegantemente vestidas de folhas adornando a ramagem, proporcionaram-nos a sombra tão desejada durante o Estio. Agora vão desprendendo-se delas dando passo à nudez, desprotegendo-as. permitindo que os raios de Sol penetrem através delas. Pouco a pouco, uma a uma, até que acabam por cair todas, num lento, belo y sensual strip-tease, sem possibilidades de poder ocultar esse pudor que a mãe natureza possa-lhe despertar.
Caem lentamente, descrevendo um voo sinuoso, como o piloto mais experimentado, ou a ave que saboreia essa liberdade tão desejada, até deixar-se cair sobre a terra que lhe deu vida, suavemente, como uma caricia; mesmo aos pés de quem a manteve cativa, formando um manto de frondosa folhagem, um tapete espesso, o colchão da natureza.
Continuam caindo folhas, notas de outono, como lágrimas vegetais, por um período mais , cumprindo um ciclo de vida, pois, quem sabe donde pode ir parar essa folha que da rama se soltou sem destino? Ao álbum dum coleccionador? Ou simplesmente para cumprir o fim biológico que a fez cair. Da terra saiu e à terra voltou para viver o seu outono.

O romantismo que forja o entorno, convida a uma longa caminhada entre o arvoredo, por esse túnel de braços cruzados e entrelaçados, que envolve o caminho.
O vento ao soprar entre esses braços erguidos, tão altos, tão fortes, mais livres e tão nus, ramagem solta ao vento, na busca dum infinito inatingível, provoca um forte silvo, que tão só o outono o torna audível. Gemidos e murmúrios cruzam-se no caminho, até que um arrepio nos desperta desse encantamento, envolvendo-nos numa atmosfera de tristeza, melancolia e prazer que motiva o estado de ânimo do momento desse deambular.


Escurece, começa a arrefecer. Chove, as gotas já não se detêm por breves momentos entre a folhagem, agora são açoitadas com forte chicotada pela fina ramagem. O outono é assim, tudo é mais directo, mais natural, por vezes duro. A folhagem caída, espessa almofada já sem vida, antes verde, depois seca, agora húmida, deixou traspassar o fluxo líquido para que notemos esse aroma inconfundível, tão entranhável e sublime, que nos aproxima à nossa origem e, nos permite perceber o cheiro a terra molhada.

O vinho já repousa nas pipas esperando o dia de São Martinho; entretanto bocas sedentas aguardam o momento para partir em busca desse manancial, desejosas de saboreare-lo e deleitar-se com o seu aroma.
Castanhas, vinho novo, magustos, música, alegria, corações ardentes que amam o que de bom e maravilhoso nos dá a mãe natureza no outono.

Será que nasci no outono? O certo é que para mim é a estação do ano na que melhor me encontro, com a que melhor me identifico, a que reúne nessa relação ser humano natureza o binómio perfeito, logrando todos esses encantos que nos concede a vida no equinócio do outono, daí esta inspiração, provocada por este outono que uma vez mais me acercou ao momento e à terra, na que vim ao mundo para viver o MEU PRIMEIRO OUTONO.




OUTONO DE DOIS MIL SEIS
(...um passeio pelo jardim botânico de Valência fez-me reviver os nossos outonos no Porto )

viernes, 20 de octubre de 2006

Aquela tarde a praia encheu-se de gaivotas, nunca tinha visto tantas juntas, nem na praia de Angeiras nas chegadas dos barcos da sardinha. O Molhe de Felgueiras e os rochedos deixaram de ser protagonistas para os que por ali andávamos: ficamos atónitos admirando as incursões dos pássaros.







A praia da Senhora da Luz perdeu luminosidade e a praia dos ingleses quase que não se via, assim como o farol; é certo que o mar estava mexido: estávamos em São Bartolomeu...!









Algumas dedicavam-se a voos caprichosos y outras, vieram até mim, curiosas, para ver o que fazia aquele indivíduo com máquina em riste.






Como lo prometido es deuda, la imagen que faltaba en "Reencuentro con el Atlántico" ya está aqui...

sábado, 16 de septiembre de 2006

Fugaz e irrepetíble

Empezaba a atardecer cuando tu cuerpo tumbado sobre la arena de la playa recibía, los ya tenues, rayos de sol. Un soplo de viento, imprevisto, penetró por tu vestido dejando percibir la desnudez de tu cuerpo. Tu fugaz mirada, comprometida, se cruzó con la mía, cómplices de lo apacible del momento. Permanecí estático para no romper el embrujo y recrearme con la contemplación de tan bello cuadro.

Santiago do Corgo, veintidós de agosto de dos mil seis

jueves, 14 de septiembre de 2006

QUE MAIS DÁ

Me atrai a água.
Oceano, mar,
que mais dá!
O oceano viu-me nascer,
mas foi junto ao mar
que vi nascer e crescer aos meus filhos.
Atlântico, Mediterrâneo,
Douro, Turia,
que mais dá!
Água em movimento,
areia grossa,
areia fina,
que mais dá!
O resto são adornos:
a sinuosidade das dunas,
o voo caprichoso das gaivotas,
os peixes que saltam,
um barco em busca dum porto de abrigo,
que mais dá!
O nascer dum novo dia,
o céu vermelho dum anoitecer.
Imagens belas desde a praia,
Porto, Valência,
que mais dá!
Ambas estão perto da água,
a ambas idolatro.
Como ás mulheres da minha vida,
a essa mãe tão querida,
à mulher que tanto quero.
A ambas amo.
Que mais dá!
Sim,
que mais dá!

Collado Mediano, seis de dezembro de mil novecentos noventa e dois

lunes, 17 de julio de 2006

REENCUENTRO CON EL ATLÁNTICO

El reencuentro con el Atlántico fue como un choque emocional profundo, el vino con actitud felina a besar mis pies, haciendome sentir esa humedad fría que cala hasta los huesos y el escalofrío que provoca esa sensación. El susurro de las olas parecía querer exclamar -¡has vuelto, no te vayas!
Entretanto las gaviotas, por docenas, revoloteaban a mi alrededor en un baile de bienvenida, componiendo ese cuadro, para mi tan familiar y sumamente maravilloso, de movimientos armoniosos y rítmicos, con vuelos caprichosos de los que deleitan los sentidos.
El sol seguía alto, hacía calor, la suave brisa marina de noroeste atenuaba la fuerza de los rayos del astro rey y una agradable sensación de bienestar invadía todo mi ser. La trilogía océano, arena, gaviotas, hizo que este cuerpo tan diminuto, comparado con la grandiosidad del entorno, creciera, como la marea alta, por las vibraciones percibidas de un pasado ya lejano que lo engrandecen.