martes, 7 de septiembre de 2010

PEDRAS RUBRAS - MOREIRA - MAIA



AQUI FOI ONDE NASCI









Aqui nasci, nesta formosa terra!
Embalada pela brisa atlântica,
que as árvores torce,
faz voar folhas, em espiral,
murmúrios, quais assobios,
e o canto dos pássaros trás.
Fonte da minha alma de poeta,
já que ao calcá-la sinto
as gotas das morrinhas
e o canto dos riachos
onde a sede saciei.
Caminhos que recorri
entre verdes valados
salpicados de silvados
e pretas amoras doces!
Campos de trigo e de milho,
salpicados de vermelhas papoilas
pondo o meu coração a nu;
entre pedras rubras, graníticas,
polidas do passo do tempo,
fruto de correrias da tenra infância,
que, agora, no recordo flutuam.
Beijos que recebi a cada instante.
Ternura nas carícias matinais.
Gotas de rocio dum tempo ido,
que as faces, hoje, ainda molha.







Imensos os campos de Moreira.
Desde o verde intenso dos milheirais,
ao pálido das cearas de trigo,
salpicados de papoilas,
formando um florido jardim.
Entre quintas.
Cata-ventos.
Estradas cobertas de ramadas.
Água pelas bermas.
Até lírios e violetas,
decoram esses prados verdejantes.
Tão só os acordarão,
os suaves, quase celestiais,
ruídos naturais;
dos riachos,
dos pássaros,
ou de uma criança a brincar.
Assim são as terras da Maia.
Desde o Mosteiro de Moreira,
passando por Refonteira,
Gantão, Matos, Real, e Sendal
até Quires.
Os valados adornados de silvas,
malápios, castanheiros,
eucaliptos, carvalheiras e pinheiros,
suavizam os dias de Estio,
que são poucos,
pois o que mais apoquenta
é a solidão das tardes
nas morrinhas invernais.
Na mente de todos,
as façanhas da gente da Terra.
Desde o Lidador a Vieira de Carvalho,
como filhos ilustres que foram.
Até por aqui passou dom Pedro IV,
antes de invadir o Porto.
Fez histórico o largo da feira,
ao acampar ali as suas hostes.
Que às quintas-feiras se enche de gente.
Até a capelinha foi testemunha disso
A da Nossa Senhora Mãe dos Homens.
Assiste, no seu silêncio,
ao que passa em Pedras Rubras,
assim como lá ao fundo a velha Escola primaria.
A estação.
O aeroporto.
Os bombeiros.
A banda da música.
O vistoso rancho folclórico.
A chula que cantava e dançava o meu pai.
Só as romarias e as procissões acordam-lha,
com foguetes e música,
desse letargo e pacifismo.
Por fim as Guardeiras,
donde eu nasci,
donde a minha mãe me embalou,
donde aminha avó me ensinou,
donde o meu avô me mostrou a vida,
donde o meu pai fez-se meu companheiro,
e a minha irmã minha amiga.
A fisga, os grilos,
As castanhas assadas.
A matança do porco.
Atalhos e quintais.
Lameiros, poços e riachos.
Boiças com pinheiros centenários.
Eucaliptos gigantes.
O Ramalhão.
O Costa Maia.
O David.
Os Pereira.
As do tintureiro.
A chinêla, que era a minha avó.
Hoje, longe de este belo reduto,
deixei vagar a minha mente,
para este reencontro com a minha Terra,
Com as minhas raízes,
Moreira da Maia.
Donde este maiato cresceu em paz.
Donde fui imensamente feliz.













A Freguesia de Moreira é uma das mais históricas e significativas da região de entre Douro e Ave: "da Mui Antiga Terra da Maia". Moreira, a "Villa Moraria", é referida, pela primeira vez, em documentos do início do Séc. X, pelos notários da época, antes do nascimento de Portugal.






O Mosteiro de São Salvador de Moreira foi considerado pelo bispo D. Diogo de Sousa, como o mais antigo da sua dieces.









A única filha do Lidador, Gonçalo Mendes da Maia, braço directo de Afonso Henriques, casou com um homem de Moreira.







O exército de D. Pedro IV acampou em Pedras Rubras, depois do desembarco em Pampelido, em 1832. Esse sitio ainda hoje é chamado, "Praça do Exército Libertador"(actualmente é onde se celebra um mercado-feira, todas as quintas feiras). O monarca pernoitou na casa dum lavrador local.








Luís de Magalhães, foi jornalista, escritor e poeta, deputado e ministro: senhor da quinta do Mosteiro. Trouxe às terras de Moreira, à sua casa, grandes vultos da intelectualidade portuguesa da época como Eça de Queirós, Antero de Quental, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, Jaime de Magalhães Lima, Alberto Sampaio e António Feijó.





A vila de Moreira é, hoje, uma das freguesias mais progressivas do Concelho da Maia. a maior zona industrial do País.







Pedras Rubras é onde se situa o Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro. Teve inicio nos anos 40 com o nome de Aeroporto de Pedras Rubras. É de salientar a corporação dos bombeiros voluntários, hoje equipada com os melhores modernismos. Possui também uma estação de metro com o mesmo nome, fazendo parte da Linha B do Metro do Porto.




78 comentarios:

Sara dijo...

Mi querido Duarte! es un placer nuevamente, asomarme a tu casita y poder conocer de tu mano tu tierra, a fondo, y disfrutar contigo de esos recuerdos, de tus raices.
Es un placer sentirse cerquita tuya, con lo buena, buenisima gente que eres.

A ver cuando te dejas caer por León.
Abrazote decisivo y muackssssssssssss

Justine dijo...

A tua reportagem é simultaneamente um exercício de afectos, um acordar de memórias e uma lição de história. Tudo isso ligado com muita ternura pela tua terra, num texto impecável ilustrado com excelentes fotos.
Obrigada pela lição:))
Um beijo

Claudinha ੴ dijo...

Olá Duarte!
Sua terra é muito bela! Suas palavras , vê-se logo, saíram do coração do filho grato. Lembra-me muitos lugarenos da minha terra, o que é justificado por ter sido ela construída principalmente por portugueses.
É sempre bom rever nossos passos e nossos caminhos.
Um beijo.

AdA... dijo...

¿De Portugal? No sabía... Creí que eras valenciano.

Hace mucho, pasé unos bonitos días por esa tierra. Iba un galleguico en el grupo y muy bien, nos entendimos bien (gracias a él:)
La comida muy buena y... y los fados en vivo me conmovían intensamente. (como soy contenida o quiero parecerlo pues, fue terrible jeje)

Me ha encantado esta entrada, aunque me hubiera gustado mucho haber entendido todo mucho mejor. Iré poco a poco aprendiendo de la suya mano, portugués...

Gracias y un abrazo.

Luís Coelho dijo...

Boa noite Duarte.
Português como os Portugueses e "nuestro hermano como los outros"
Não sei se o meu espanhol está correcto.
Gostei das tuas memórias e recordações. Gostei das fotos e do modo como cantaste toda a história da terra que te viu nascer.
Hoje senti-me mais perto de ti e dos teus sentimentos.
Aceita um abraço de sincera amizade.

Duarte dijo...

Sara,
eres un ser encantador. También tengo ganas de estar con vosotros. Lo va impidiendo Hannah, cada vez más viejita.
Este verano me ha invadido la nostalgia y me he dejado caer pro la tierra en que mi madre me traído a este mundo.

Un abrazo amigo

Duarte dijo...

Justine,
sabes empregar as palavras adequadas em cada momento e conseguiste emocionar-me. Sim, querida amiga, isto prova que me conheces muito bem, o que muito me satisfaz
É cetro que me esforcei e as tuas palavras, tão sábias, o estimulo preciso para quem labuta. Obrigado. :)))

Um abraço imenso pleno de carinho

Duarte dijo...

Claudinha,
Um dos homens mais ilustres da minha terra foi um grande aliado nos laços com o Brasil.
Na casa da Torre, do largo da feira, praça do exercito libertador, tem na fachada principal as duas bandeiras, Brasil e Portuga, gravadas na parede: não sei se deste por isso!
Pedro IV foi também o primeiro Imperador do Brasil.

Um grande abraço

Duarte dijo...

AdA,
nací en Pedras Rubras pero lleno cuarenta años a caballo entre Valencia y Portugal, principalmente la zona de Porto, a la que pertenece Pedras Rubras.
Lo que me cuentas es muy bonito, que lastima que no estuviera yo por allí.
Claro que si, para mi es un placer poder serte útil. No tengas inconveniente, lo haré con mucho gusto.

Recibe todo mi afecto en un abrazo

Duarte dijo...

Luis Coelho,
boa noite Luis. Sou assim. Este é o Duarte autentico.
Ha muito que te disse que via na tua escrita uma alma gémea, hoje fico feliz ao comprovar que chegaste à mesma conclusão.
Vejo que te defendes bem com o espanhol. Só tens que rectificar o outros que é "otros". Depois está a construção da frase, mas assim entende-se perfeitamente.

Aceito o abraço e dou-te outro bem apertado, como esta amizade que cresce

Lena dijo...

Que dizer ao teu post Duarte ?
contado, escrito com muito amor ao cantinho que te viu nascer e aos teus familiares..a enfância feliz que tivestes...
Post com cheirinho e cores dos tempos passados...
a isso juntastes um pouco de historia e belas fotos...
Uma poesia escrita com aquilo que vem do fundo de ti...
e pronto ficou a ser algo de real, profundo e bonito...
Adorei...

Beijos

Poetiza dijo...

Joaquin, es hermosa la tierra donde nacioste, las imagenes preciosas, fue agradable pasear por ellas y asi conocer algo mas de lo tuyo. Gracias por el poema, y por compartirlo conmigo, ese abrazo llego hasta mi alma. Besos, cuidate mucho.

Duarte dijo...

Lena,
quanta sensibilidade! Soubeste interpretar aquilo que manifesto neste canto à minha terra e aos meus.
Fico feliz por saber que é do teu agrado.
"...cheirinho e cores dos tempos passados" Que poético! Obrigado.

Um grande abraço

Duarte dijo...

Poetiza,
Sandra, esa fue mi intensión, para que conozcas, un poco más de cerca, mis raíces.
El tuyo me había llegado antes. Un culto a una buena y sana amistad. Un abrazo transmite mucho, es cierto, yo también lo he sentido.

Abrazos de vida

Sandra dijo...

Olá Duarte,
Agora que tudo passou já posso dizer. Fui operada e tudo correu bem. Estava com medo, mas felizmente tudo correu pelo melhor e foi apenas um susto.
Por isso nao te liguei e tanto tinha gostado da companhia para um café.
Vejo que a tua viagem foi um renascimento e um mergulho nas raízes...

Fica o convite para uma visita a um blog que está a ser feito pela CF (amiga da blogosfera) e por mim, fica aqui a morada:

http://cronicasdemulheressemidade.blogspot.com/

bjs
Sandrablogwithaview

Duarte dijo...

Sandra,
menos mal que tudo saiu bem, o que me alegra imenso.
Pareceu-me estranho tal silencio, mas enfim... agora está tudo aclarado e tu estás bem que é o que realmente importa. Não tive tempo para aborrecer-me.

Vou ver-vos...

Bjs

rendadebilros dijo...

Grande post em todos os sentidos, grande de longo, grande pelas memórias, que evoca, pelas fotos, pelos poemas...
Abraço.

São dijo...

Amigo, é a quarta tentativa que faço para te dizer que gostei muito de saber mais acreca de ti, que acho o post extraordinário de ternura e de interesse, e que conheço relativamente bem o Lidador porque minha família é toda alentejana e ele morreu em Beja.

Um apertado abraço.

Duarte dijo...

Rendadebilros.
grato quedo pelos grandes que me brindas.

Um grande abraço no agradecimento

Duarte dijo...

São,
estou-te agradecido pela constância e pelas palavras de afecto.
Um dos personagens que destaco da nossa historia, morrer com a espada em riste aos 95 anos, em Beja ,como muito bem dizes, mas o chefe muçulmano também sucumbiu, é toda uma heroicidade.

Um forte abraço, querida amiga

BRANCAMAR dijo...

Olá Duarte,

Bela homenagem prestas à tua terra, algumas dessa belezas também conheço desde muito jovem, mas nem todas.
Fiquei a conhecer melhor a terra que amas e os teus afectos.

Gostei imenso de recordar tanto do que aqui nos contas.

Beijinhos
Branca

Poetiza dijo...

Joaquin, paso a dejarte saluudos y un beso. La amistad verdadera es un amor muy grande que no todos sabemos sentir o conservar. Gracias. Cuidate mucho.

Duarte dijo...

Brancamar,
é orgulho o que sinto pela terra na que nasci e por aqueles que me antecederam. Nem sempre a generosidade logra a compensação.
Fico feliz por saber que consegui alertar certas das tuas recordações.

Abraços

Duarte dijo...

Poetiza,
Sandra, por veces se confunde, lamentablemente, acabando por estropear algo tan bello: una gran amistad.
Besos y cuidate mucho

La Gata Coqueta dijo...

Hola Juaquín, un placer pasear por tu estudio que hoy lo tienes cargado de poesía y recuerdos de aquel sito tan hermoso siempre, porque es en el hemos abiertoa los ojos por primera vez a la vida.

Y por lo tanto sera el más bello de hecho, y si por añadido tiene ese punto aún lo engrandece más, como demuestra todas las imagenes acumuladas llenas de historia que además ignoraba a no ser por tu buen hacer de presentarlas siendo un acierto total y pleno.

Feliz fin de semana para ti amigo y para todos los aquí presentes.

Un abrazo con el afecto que me acompaña en este momento.

Marí

AFRICA EM POESIA dijo...

Duarte

Em nome do Vitor obrigada Amigo.
Um beijo

..............

Adorei as fotos e o teu recordar ,como sempre perfeito...
E o Benfica acabou de PERDER....



beijos

Duarte dijo...

La Gata Coqueta,
Mari, agradezco tu esfuerzo, en la interpretación de mis textos, lo que prueba, una vez más, lo que puede hacer la amistad. Me ha gustado tu interpretación.

Un buen fin de semana y un fuerte abrazo de buena amistad

Duarte dijo...

Lili,
a imagem que me deu Vítor, e o seu comportamento, é algo inolvidável. Momentos felizes, que somente a companhia supera.

A tua valorarão é para arquivar, obrigado.

... uma boa noticia!

Rodolfo N dijo...

Mi amigo:
La calidad de tu relato sorprende y emociona.
Llevas a los lectores de la mano de bellas imágenes y textos pulidos a un viaje lleno de magia, historia, recuerdos y sentimientos.
Un gran abrazo amigo y siempre el gran gusto de leerte.

Duarte dijo...

Rodolfo N.,
Querido amigo, como se nota que eres amigo mío.
"Che!" Como dicen los valencianos, "Això no pot ser..."
Que grande que eres... me has dejado sin palabras.
Amigo, las palabras que escribí están hechas con sentimiento, por eso suenan así, son autenticas.
Imagina con que ilusión caminé, por las tierras de Moreira, con la cámara en ristre, disparando a todo lo que me hacia recordar un pasado bello, en la simplicidad, pero muy rico en amor.
Recibe todo mi afecto en un gran abrazo, un abrazo de vida, mas que sea plana y feliz

María dijo...

Hola, querido amigo Duarte:

El otro día me pasé por tu blog, pero no pude dejarte mi huella, por eso mismo te la dejo hoy.

Compartes con nosotros una bella tierra, la tuya, con unos rincones maravillosos, además yo también pude visitar, cuando estuve por tu tierra, Moreira, y es que todos los rincones de allí, me encantaron.

Gracias por compartirlos.

Un beso, amigo.

PD.- ¿Te animas a participar en la convivencia del día 8 de octubre? sólo tienes que decírmelo, y publicar un tema ese día que trate de la convivencia, nos estamos uniendo muchos blogs.

Duarte dijo...

María,
sabes que siempre te esporo con los brazos abiertos.
No sabía que habías estado en Moreira, muy poca gente nos conoce: Maia, es mucho más conocida.
Me agrada saber que tu opinión es positiva.

Un gran abrazo y mi amistad

Carlos Vale dijo...

Parabéns pelo blog! e Obrigado pelo seu comentário.
As torres de Ofir estão para durar, teve sim vários problemas, um deles o tal risco de serem demolidas..Sinceramente penso que nada ficou resolvido.
O mar vai ter de aumentar muito para que as Torres sejam demolidas..

Gostei muito dos outros blogs em espanhol. Bonitas fotografias.

Abraço

Duarte dijo...

Carlos Vale,
agradeço a sinceridade na apreciação.
Sempre tive uma grande atracão pelas margens do Cávado, sempre que posso para lá vou.
Teremos que empregar as rochas de Fão?

Abraços

Carlos Vale dijo...

As zonas do Cávado são realmente bonitas. Como tenho raízes fangueiras (de Fão) dou preferência a esta terra.
Acerca da "Lenda dos Cavalos de Fão" penso que será ainda mais conhecida, já que o cantor José Cid em 2011 lançará uma canção com esse nome, em homenagem.
http://www.youtube.com/watch?v=HaSJT6Yan4o
Este é o link em que pode ouvir a canção..num concerto em Esposende, agosto deste ano.
Em relação a ponte, ela tinha umas fissuras, alguns problemas e decidiram,então, fazer algumas obras. Agora voltou a estar a 100% ainda com mais segurança.

já agora, dê a conhecer estas terras através de blog, aos seus amigos espanhóis. Seria um privilégio!

Obrigado,
Abraço!

Duarte dijo...

Carlos Vale,
O simples facto de que apareças por aqui e faças comentários tão apropriados para tal divulgação, dá azo a que te visitem e possam conhecer mais de perto umas terras dignas de ser visitadas.
Desconhecia que o José Cid canta-se esta lenda. Obrigado.
Já estamos a fazer isso, divulgar.

Abraços

Carlos Vale dijo...

O Castelo de Bragança é um castelo muito bem preservado e estimado. Tanto por fora como por dentro, esta num estado excelente. Gostei bastante, tudo muito bem ordenado,cada secção com a sua época.. No inicio temos a epoca medieval e ao subir as escadas vamos vendo as suas evoluções, principalmente, nas armas, trajes. É um bom sitio para visitar.

Duarte dijo...

O meu pai falou-me muito de Bragança, eu ainda não tinha nascido quando ele por lá andou.
Numa das viagens a Portugal regressei por Bragança, "quase notei a sua presença", mas não pude visitar o Castelo por dentro, mas sim pude apreciar a sua magnitude. Uma das coisas que mais me impressionou foi o Domus Municipalis. Quero voltar!
Agradeço a informação daquilo que não pude ver.

Abraços

Sara dijo...

Já me tinha dito que andava por terras do norte lusitano, mas não suspeitava da riqueza das "viagens" que fez por cá. Creio que as viagens que fazemos ao passado são, por natureza, viagens ao mais íntimo de nós próprios e agradeço-lhe essa partilha, na forma de imagens e palavras.

Que volte muitas vezes e que desfrute de todas elas!
Um abraço!

rendadebilros dijo...

Obrigada por mais uma visita. Tormes é a antiga de Vila Nova de " A Cidade e as Serras" de Eça de Queirós, situa-se em Santa Cruz do Douro, Baião, distrito do Porto, terra do meu avô materno e seus/ meus antepassados desse ramo.
Abraço.

Duarte dijo...

Sara,
que bonito o que dizes. Essa é a interpretação.
Agradeço o acerto.
Faço-o sempre que posso, mas não com o mesmo olhar... voltarei!

Abraços

Duarte dijo...

Rendadebilros,
desculpa, mas por inércia fui-me para o rio Tormes.
Li bastante de Eça, mas não tudo. O primo Basilio; Os Maias; O crime do Padre Amaro; Alves & Cia, curta mas muito boa; e, A Relíquia, algo confusa, a que menos gostei.
Tenho que ler a cidade e as serras!...

Perto estiveram, isso sim...

Um grande abraço

Graça Pereira dijo...

Duarte

" Está na Maia..sorria" E é verdade!
Passeio muitas vezes até á Maia...profissionalmente, estive lá muitas vezes em congressos e cursos de formação...ficou-me o gosto!
Acompanho com algum espanto o progresso da Maia...
Moreira da Maia conheço mal mas agora com todas estas dicas...quanfo fôr á Maia..prolongarei o passeio.
És de uma terra boa e muito bonita.
Parabens!
Beijocas
Graça

Duarte dijo...

Graça,
sempre fui feliz na Maia, pode que então um pouco mais. Existia mais amizade e companheirismo.
Maia, estatisticamente, é a cidade com maior coeficiente de evolução de todo Portugal: muito contribuiu, é certo, o primo do meu pai, Vieira de Carvalho.
Moreira é a freguesia mais grande da Maia e uma das mais evolucionadas. O Aeroporto deu-lhe carisma, o resto é historia, mas isso também conta.
Obrigado pelos piropos e parabéns.

Um grande abraço

mdsol dijo...

Caríssimo Duarte

A Justine disse tão bem o que eu queria dizer que faço minhas as palavras dela.
Grande maiato, sim senhor!

:)))))

Duarte dijo...

Mdsol,
caríssima amiga, agradecido e reconhecido quedo.
O que expresso é em estado puro. Bom, já me conheces e sabes bem quais os meus pensares.
Orgulho maiato, claro que sim!
:)))) abraços

Poetiza dijo...

Joaquin, paso a dejarte saludos y un beso a la distancia amigo. Cuidate mucho.

rendadebilros dijo...

EStive a ver de novo este post e realmente tens aqi informações muito importantes...a nossa vida vai ficando assim marcada por lugares e memórias.( Já tinha falado da exposição, mas esta foi uma segunda!) ... em Valência também teria sido bom...
Abraço.

Duarte dijo...

Poetiza
Sandra, gracias querida amiga por tus cuidados.
Un gran abrazo y no dejes de cuidarte

Duarte dijo...

Rendadebilros,
agrada-me saber que chegas-te a tais conclusões, é que penso assim, é a minha atitude ante a vida.
Sempre que recebo a noticia da aparição dum livro, ou de uma exposição de fotos, sinto umas imensa alegria, uma grande satisfação: quer dizer que a vida segue, que vão ficando testemunhos.
Abraços

Dois Rios dijo...

Meu querido,

Tua terra é bela e povoada de histórias de afeto.

Teus versos fluem nas correntes dos riachos e exalam o perfume das violetas e lírios que há por lá.

Oxalá os cata-ventos sinalizem sempre a direção dos amores que tens por lá.

De devolvo todos os beijos de vida,
Inês

manuela baptista dijo...

Duarte

da história das suas raízes

permanecem os lugares onde foi feliz!

obrigada pelas palavras que vai deixando no meu blog

um abraço

manuela

Duarte dijo...

Inês,
o que dizes é muito bonito e no dia de hoje tem um elevado significado... acabo de dar mi último adeus à minha cadela Hannah, que tanto correu num verão de há uns anos atrás por aqueles campos de Quires.
Estes são os meus sentires minha querida e boa amiga.
Aceita um chi coração saído do mais intimo

Duarte dijo...

Manuela,
gosto dos teus desenhos e das coisas tão belas que escreves. Este verão fiz o percurso a Braga guiado pelo que tu tão bem me ensinaste. Obrigado.

Sim, tive uma infância muito feliz, dentro das suas limitações, às que púnhamos então sabias soluções... inventando!

Abraços de vida

Carlos Vale dijo...

De facto as ruas de Fão são bastante calmas. Quem quiser relaxar, sair do stress do trabalho, pode fazer tudo isso em Fão. E no outono, inverno, há calma até de mais!

Abraço!
Carlos Vale

Duarte dijo...

Carlos,
vou ter que voltar a Fão, mas em Outono, a minha estacão: gostos dos equinócios!
Agradeço o conselho.

Abraços

Manuel (Solrak) dijo...

Duarte, amigo, bonito repertage fotográfico el que haces homenajeando a tu tierra, y al lugar donde naciste, bellos lugares, gran persona quien nos los muestra.

Un fuerte abrazo.

Poetiza dijo...

Joaquin, aqui estoy para dejarte saludos y un beso agradecido por compartir tu poesia conmigo, es hermosa y llena de esperanza en un mañana de felicidad. Cuidate amigo.

María Jesús Verdú dijo...

Paso a disfrutar de tan bello post, querido Duarte. Un placer leerte en esta mañana de sábado.

Duarte dijo...

Manuel,
los caminos trillados en la infancia dejan huellas de amor...
Un gran abrazo, amigo mío

Duarte dijo...

Poetiza,
tus afectos me hacen fuerte en momentos de debilidad... estoy triste...
Abrazos de vida y, cuidate

Duarte dijo...

María Jesús,
es un deleite para mis sentidos el encontrarte en un mañana dura como la que estoy viviendo.
Te abrazo agradecido

Manuela Freitas dijo...

Duarte,
Grande reportagem aqui por sítios que eu bem conheço, embora vivendo no Porto, muitas vezes vou á Maia. Gostei de ver as fotografias tão interessantes que tirou. Andou por cá a matar saudades?
Beijos,
Manuela

Duarte dijo...

Manuela,
vou até aí duas vezes ao ano. A partir de agora pode que com mais frequência, a espaços mais curtos; Hannah limitava-me os movimentos, mas sempre ia comigo.
Os amigos e a família sois muito para mim.
Vim daí no fim de agosto..
Um grande abraço

Carlos Vale dijo...

Obrigado pelos seus comentarios no meu blog, são umas autenticas legendas as minhas fotografias.
Gostei muito das fotografias dos seus cães, muito bonitos! É bom ver os animais, neste caso os cães, muito bem tratados e sobretudo felizes. Parabens!

Duarte dijo...

Carlos,
foi a ultima homenagem à minha cadela Hannah, depois de quinze anos de companhia.
Seguirei vendo-te.
Abraços

Eugénio Tavares dijo...

Caro amigo Duarte, vivo em Moreira da Maia e conheço muito bem esta terra! Não sou natural de Moreira, mas é como se fosse, pois tenho 44 anos e resido nesta terra há 40.
Felicito-o pelas fotos que colocou, é uma mais-valia para deste blogge, mas são muito recentes!
Gostaria de saber como devo de colocar aqui fotos, pois posso-o algumas bem antigas, não sei se tenho que as publicar no ImageShack por exemplo, ou se há outra maneira de coloca-las directamente no blogge!
Não me leve a mal, mas faço uma pequena correcção numas das fotos que disponibiliza, a que está intitulada (casa onde dormiu Rei), não está correcto!
A casa em questão que foi propriedade de Manoel de Andrade, chefe da Facção Liberal em P. Rubras. Essa casa que pernoitou o Rei D. Pedro IV de Portugal, já não existe há 66 anos. A que se encontra desde aí não tem nada a ver com a casa de lavoura de época!
Para conhecimento de todos, o Rei pernoitou na casa primitiva que infelizmente foi demolida a mando do Sr. Martins de Andrade seu proprietário na época da demolição.
O Rei passou a noite de 8 para 9 de Julho de 1832, tendo as suas tropas acampado num lago próximo.
Este largo que semanalmente se realiza uma feira, tem o nome toponímico de “Praça do Exercito Libertador”, em homenagem ao Bravos de Pampelido!
Pampelido que fica situado entre Leça da Palmeira e o Cabo do Mundo naquela época também pertencia também a terras do Lidador.
Se achar que devo de participar mais a miúdo, terei todo o prazer, pois tenho algum conhecimento histórico da terra em questão!
Para terminar, a figura de Manoel de Andrade está representada no alto-relevo da estátua equestre do Rei Soldado na Praça da Liberdade no Porto, na parte direita de frente para a estátua!
Cidade essa que ele tanto amou e após o seu falecimento doou o seu coração que está numa caixa de prata na igreja da Lapa.
Os meus sinceros cumprimentos.

Duarte dijo...

Apreciado amigo Eugénio Tavares, para mim é um imenso prazer, que depois de escrever tantas coisas à minha TERRA, que por fim alguém, da terra, as leia e ademais faça algum comentário.
Eu nasci na rua das Guardeiras em 1943 e ali vivi até aos catorze anos, ou seja, fiz os estudos primários na escola primaria do largo da feira de Pedras Rubras.
Dito isto vamos a aclarar algumas coisas. Dediquei muitos anos ao estudo da nossa historia e considero-me bastante documentado. Este verão estive aí na terra e as fotografias foram todas feiras no mês de Agosto deste ano, 2010. Actualmente vivo em Valência, Espanha.
O blog é meu e só eu posso colocar fotografias nele. A tua ideia é boa, ademais tenho imenso gosto em ver essas fotografias que obram no teu poder e te alento a que cries um blog onde coloques coisas da nossa terra; eu serei um fiel seguidor dele, teu.
Também podes enviar-me ditas fotos, através do meu email, que colocarei posteriormente, indicando a fonte.
Quanto à casa na que digo que foi onde dormiu o Rei e que tu dizes não ser assim, para mim sim sempre foi assim, pelo menos foi o que me ensinaram os meus pais e avós, e o meu avô nasceu no final do século XIX, com que conversei muito das coisas da nossa terra. Ademais sugiro que fales, já que estás aí, com as entidades municipais para que retirem a placa ali existente, já que pelo que dizes induz a engano.
É obvio que a casa tenha sofrido alterações e reformas, mas o sitio sim é esse.
Sobre as datas, isso é o que diz a placa que fotografei, por certo mal cuidada, pois mal se lê.
Quanto à referencia que fazes da Praça, é o que ponho no blog, para isso me preocupei em fazer a fotografia.
O que mencionas do Pampelido, é sabido, já que as terras da Maia iam mais além da Póvoa de Varzim, metendo-se no Minho, ainda que hoje pertençam a Matosinhos.
Claro que sim, amigo Eugénio, mas aportando coisas novas, não dizendo aquilo que já disse.
Noutros post, deste blog, poderás ver um trabalho sobre a igreja da Lapa e a figura do Rei Dom Pedro, como outras coisas mais sobre a Maia, Moreira e Pedras Rubras.
Estes dias vou colocar um post sobre o Mosteiro de Moreira, ou Salvador de Moreira. Tenho previsto fazer outro sobre os Bombeiros da terra.
Amigo Eugénio, quero ver-te muito por aqui, e fico à espera de poder ver ditas fotografias.
Recebe um forte abraço, de Maiato, melhor dito, de Moreirense

Eugénio Tavares dijo...

Caro amigo Duarte, permita que o trate desta forma, fiquei satisfeito ao sentir a sua atenção para com a minha participação. Terei todo o gosto de enviar as fotografias por e-mail, pois entendo que não será necessário criar outro blog sobre esta temática, mas fará todo o sentido enriquecer o seu!
Peço-lhe algum tempo, pois as fotos têm que ser digitalizadas, entenderá, naquele tempo não existiam máquinas digitais!
Relativamente à casa em questão, e, sendo o seu avô natural e residente desta terra é contemporâneo da verdadeira casa onde Sua Majestade pernoitou! É natural que a informação não fosse bem dada, ou, a sua recepção não fosse bem interpretada, mas a casa não é a actual. Só para ter uma ideia do que eu digo passo a salientar, a residência que está na foto é um palácio comparado com a antiga!
Um dos conterrâneos que se opôs à demolição da habitação foi o nosso saudoso, filho da terra, Albino José Moreira mais conhecido por Mestre Albino, pintor na arte de naif.
Esse nosso conterrâneo foi um ícone da cultura pictórica da nossa terra, na sua época não havia máquinas fotográficas à disposição de qualquer pessoa, e ele melhor do que ninguém soube passar para a tela essas imagens que possuía na sua mente. Deixando um legado cultural que é ainda hoje um emblema da freguesia.
Em relação à lápide que está na casa em questão, realmente induz muito em erro, concordo plenamente consigo, mas a mesma esteve colocada na casa primitiva, apenas lhe acrescentaram “ Reconstruída em 1944”. Entendo que uma reconstrução neste caso é feita a partir da matriz da habitação anterior, o que não foi o caso, mas você terá oportunidade de ver quando lhe enviar as fotografias que possuo!
Essa placa foi colocada quando se comemorou o centenário da vinda do Rei, em 1932, na mesma altura foi erguida no largo da feira um octógono em pedra que seria a base de uma futura estátua do Rei, presumo que queriam colocar uma estátua equestre, mas faltou talvez o principal, o dinheiro!
Essa cerimónia foi presidida pelo nosso conterrâneo, o Conselheiro Luís de Magalhães que murou na casa contígua Ao Mosteiro de S. Salvador de Moreira, filho do grande orador José Estêvão Coelho de Magalhães.
Fico satisfeito em saber que pretende efectuar um trabalho sobre o Mosteiro de S. Salvador e os Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia!
Receba um forte abraço deste filho adoptivo de Moreira.

Duarte dijo...

Assim não se pode divulgar a nossa terra.
Quando entras na net e buscas Pedras Rubras, só se vê o Hotel, será possível! Não há nada mais? Menos mal que está o Hotel, senão nem isso ia. Também o F.C. P. R., mas sem a informação adequada, ou seja, não ha ninguém do Pedras Rubras que seja capaz de levar uma página ao dia. Como já disse, assim é impossível ir mais além: uma verdadeira pena.
Vou pensar em fazer uma nova postagem sobre a nossa terra. E mão te esqueças do projecto do livro, para ver se assim, ainda que seja criticando, alguém diz algo.
Para todos os que por aqui possam aparecer um grande abraço.

Helder Barbosa dijo...

Boa tarde,

Sabe indicar-me a localização aproximada da casa onde ficou alojado D. Pedro IV em Pedras Rubras, que aparece na fotografia?

Obrigado!

Duarte dijo...

Helder,
é com imensa satisfação que vou tentar que chegue lá sem perder-se. Vindo da estação passe pelos Bombeiros, e também pelo largo da feira. Siga sempre a direito como se fosse para o Aeroporto, hoje de Sá Carneiro. Uma vez vencida a curva, a uns duzentos metros à direita, está a casa na que uma placa indica tal feito: ainda que a casa não seja a mesma de então.
Que tenha um bom dia e uma feliz estadia por terras de Pedras Rubras.

Helder Barbosa dijo...

Obrigado Duarte pelas indicações, pelo Google Maps consegui chegar à casa!

Cumprimentos.

Duarte dijo...

Helder,
Fantástico!!!
Aqui estou, disposto a fazer o que quer que seja pela minha TERRA. Hoje estou longe, mas levo-a na alma.
Cumprimentos

manuela barroso dijo...

Olá Duarte, mas que surpresa pois não fazia ideia que tinhas nascido em Portugal, muito menos na Maia!
Está aqui uma reportagem como só tu sabes fazer e tão completa, com fotos que reconheço e pormenores que desconhecia. Fantástica.
Olha já agora vai às REFLEXOES que tens umas que postei. Corrige-me por favor!
bom domingo, abrazo fuerte!

Duarte dijo...

Manuela,
mais concretamente em Pedras Rubras, na rua das Guardeiras. Ainda existe a padaria do Cedro do meu primo Franklin, e a drogaria Seabra doutro primo meu, o Zeca.
Existem outros aspectos neste blog da minha terra.
Estive em Reflexos e deixei constância disso.
Aquele abraço amigo

Jose Goncalves dijo...

Caro Joaquim Duarte,

Hoje partilhei com a minha mãe - Esmeralda - e com a minha Tia - Maria da Conceição, naturais das Guardeiras (casa em frente ao antigo Armazém de vinho dos Santos Leite), e da sua geração, o blog e o poema por si dedicado à nossa Terra.

O poema por si dedicado retrata Moreira da Maia da sua juventude, imagem essa que se encontra bem documentada nas fotografias que acompanham o texto.

Estamos gratos pela sua memória e pela partilha!

P.S. Tem alguma memória ou fotografia sobre as Pinheireiras da Maia?

Duarte dijo...

José,
faz-me feliz que aquilo que fiz com amor à minha terra possa repercutir tão positivamente. Obrigado pelas palavras amigas que me são dirigidas. Isso confirma que estamos na mesma onda generacional.
As minha saudações para a sua mãe e para a sua tia.
Entre os 10 e os 11 anos iniciei os meus estudos no Porto e só estava em casa à noite e nos fim de semana. A minha irmã conviveu mais com a gente da terra. Pode ser que até as conheça, mas só com essas referências não.
O poema é prova dos fortes sentimentos que me unem à nossa terra.
Fotografia não tenho. Quanto ao que recordo, é que se registava algo mais além, já nas terras de Vila Nova da Telha. A minha avó Arminda e a minha mãe também apanhavam pinhas para a lareira, mas só para uso pessoal. Mas havia quem comercializava com este producto. Uma tia minha tinha uma carvoaria precisamente onde dava começo a rua que ia para o campo da Maria da Fonte.
Agradecido quedo pelas atenções.