Huele a pólvora.
¡Se oyen petardos!
Suena la música
que inunda las calles,
¡son los pasacalles!
estandartes, color, vida:
¡el pueblo está alborotado!
Valencia está en fiesta,
¡las Fallas!
El estruendo,
se hace sonido en la mascletà.
Entrada la noche, el cielo
se cubre de colores brillantes,
de mil formas,
¡es el castillo de fuegos artificiales!
para que su luz
saque los encantos a sus monumentos,
las Fallas.
Sacando la alegría,
¡ya sonríe!
y la belleza,
a la Mujer de esta Tierra.
¡Que!...
vestida con su deslumbrante traje,
de bellos dibujos y alegres tonos,
adornado con los aderezos
que requieren en bien vestir;
que, con la peineta,
y el apropiado peinado,
acaban por resaltar su figura,
su garbo, dando esbeltez,
esa elegancia tan peculiar en ella,
fruto de su belleza.
Es la reina de la fiesta,
¡por excelencia!...
Así, con ese porte,
camina con su ramo de flores
hacia la Virgen de los Desamparados,
¡su patrona!
El hilo húmedo que crea la emoción,
moja sus mejillas
hasta llegar al canto de la boca
para dejar el sabor a salado,
culminación de un sentir profundo...
Cerca, el hombre,
bien ataviado,
como mandan los cánones:
el resurgir del vestir de una época.
Los niños juegan sin parar,
con su pañuelo fallero al cuello,
y sus risas que enamoran.
Todos, delante de la paella,
disfrutan de los sabores de la tierra.
Los días se han hecho cortos,
lejos se quedó la crida,
las despertàs...
un cúmulo de vibraciones,
todas imborrables.
Rostro que se entristece,
cuando las llamas lamen todo
poniendo fin a su reinado...
las cenizas darán fuerza y empuje,
y de ellas surgirán otras reinas,
¡y más Fallas!
Valencia volverá a ser protagonista.
Que vivan las Fallas.
¡Vixca Valencia!

Los textos que generalmente escribo sobre temas valencianos, son siempre en castellano, en esta ocasión, para que nuestros vecinos y amigos de lengua portuguesa, puedan encontrarlo más fácil lo voy hacer en portugués: espero que lo comprendáis. Gracias.
Exposição "Del NINOT 2011"




FALLA - chama-se assim ao conjunto de figuras "ninots", hoje autenticas obras de arte, de caracter burlesco, arremetendo contra políticos, desportistas ou empresários, tudo o que é actualidade, com motivo de critica e em verso, que, agrupados artisticamente, dão forma ao monumento: só são empregados componentes combustíveis, papel, papelão, tecido, madeira, actualmente muito "esferovite"... É tudo queimado na noite de São José.
Tudo começou quando os carpinteiros, ao vir o bom tempo, faziam fogueiras para queimar os restos que existiam nas suas oficinas, ao que se somavam alguns vizinhos com móveis velhos. Tudo evoluiu de tal maneira que na "Falla" ganhadora do ano passado gastou-se, só no monumento, novecentos mil euros. Nela entram escultores, pintores, carpinteiros, etc..
Isto no que ao monumento se refere, depois estão todos os demais complementos. A pólvora, com a "desperta" (uma banda de música percorre as ruas do bairro enquanto os "falemos" rebentam bombas de pouco calibre, isto às oito da manhã); "mascletà", (conjunto de bombas que se disparam num sitio apropriado, uma praça, "La Plaza del Ayuntamiento", sempre às catorze horas, com um ritmo cadenciado de menos a mais, o é fim tal, entre chão e ar, que parece que o chão até vibra e, os presentes, nervosos, explodem com aplausos); "castillo" (fogos de artificio no ar pela noite, de grande beleza, esta é a terra de alguns dos melhores pirotécnicos do mundo: que termina com "La Nit del Foc", à 1,30 horas do dia 19, um espectáculo único, vibrante e brilhante de luz e cor).
Os "pasacalles" enchem de música e beleza as ruas da cidade. Desfilam, lado a lado homens e mulheres, bem vestidos ao ritmo que marca a música da banda que os acompanha. Cada comissão "fallera" é acompanhada pela sua banda de música.
"La ofrenda", que emocionante! Todas as comissões desfilam na direcção da Catedral para deixar aos pés da Virgem de "los Desamparados", a padroeira de Valência o seu ramo de flores. Emociona ver como crianças de tenra idade suportam a caminhada e a climatologia para cumprir com essa missão.
As roupas e as jóias, beleza, costumes, autenticas fortunas, tanto em homens como nas mulheres, mas especialmente nelas: quanta beleza!
Os artistas até tem a sua cidade, a cidade fallera, donde estão a maioria das oficinas e os armazéns.
Algo muito grande que só visto se pode alcançar a compreender a realidade dos feitos que narro.
Se por aqui vindes aqui estou para acompanhar-vos nesse deambular, como em peregrinação para que podais conhecer a FESTA em todo o seu esplendor, passo a passo, ficareis exaustais, mas maravilhados: perpetuará tal vivência, inolvidável!




A comissão "fallera" contrata o artista que irá fazer a sua Falla. Este elabora um esboço que apresenta à comissão que após a aprovação fecha o contrato.
O artista tem que ter a Falla montada no dia da planta, 15 de março, dia no que a Falla ficará totalmente montada no sito estabelecido. Na manhã do dia seguinte passam os juízes que lhe darão a classificação. São atribuídos prémios, tanto em estandartes, como em galhardetes e diplomas, e também económico. Tudo isto pela "Junta Central Fallera", organismo que dirige tudo aquilo que tem que ver com a FESTA FALLERA. Na exposição del NINOT será elegido, pelo povo, aquele que não será queimado, o indultado, chama-se-lhe "ninot indultat": passará a engrossar o Museu "Fallero" para que perpetue.
Então é quando realmente começa a festa, cada bairro vive a sua festa intensamente.
Na cidade "fallera" na oficina do artista "fallero" Ximo Esteve











Na cidade "fallera" na oficina do artista "fallero" Carlos Carsí







Algunas de las fotografías han sido cortesía de los artistas, Srs. Ximo Esteve y Carlos Carsí






























































































