domingo, 6 de marzo de 2011

PREPARANDO LAS FALLAS

SENTIR, EN VALENCIA

Huele a pólvora. 

¡Se oyen petardos! 

Suena la música 

que inunda las calles,

¡son los pasacalles!
estandartes, color, vida:

¡el pueblo está alborotado! 

Valencia está en fiesta, 

¡las Fallas!

El estruendo, 

se hace sonido en la mascletà. 

Entrada la noche, el cielo 

se cubre de colores brillantes, 

de mil formas, 

¡es el castillo de fuegos artificiales! 

para que su luz
saque los encantos a sus monumentos, 

las Fallas. 

Sacando la alegría, 

¡ya sonríe!

y la belleza, 

a la Mujer de esta Tierra.
¡Que!... 

vestida con su deslumbrante traje, 

de bellos dibujos y alegres tonos,

adornado con los aderezos 

que requieren en bien vestir;

que, con la peineta, 

y el apropiado peinado,

acaban por resaltar su figura,
su garbo, dando esbeltez, 

esa elegancia tan peculiar en ella,

fruto de su belleza.

Es la reina de la fiesta, 

¡por excelencia!... 

Así, con ese porte,

camina con su ramo de flores
hacia la Virgen de los Desamparados, 

¡su patrona!

El hilo húmedo que crea la emoción, 

moja sus mejillas
hasta llegar al canto de la boca
para dejar el sabor a salado, 

culminación de un sentir profundo...

Cerca, el hombre,
bien ataviado, 

como mandan los cánones: 

el resurgir del vestir de una época.

Los niños juegan sin parar, 

con su pañuelo fallero al cuello, 

y sus risas que enamoran.

Todos, delante de la paella, 

disfrutan de los sabores de la tierra.

Los días se han hecho cortos, 

lejos se quedó la crida,
las despertàs... 

un cúmulo de vibraciones,

todas imborrables. 

Rostro que se entristece,

cuando las llamas lamen todo
poniendo fin a su reinado...
las cenizas darán fuerza y empuje,

y de ellas surgirán otras reinas,

¡y más Fallas!

Valencia volverá a ser protagonista.

Que vivan las Fallas.

¡Vixca Valencia!





Los textos que generalmente escribo sobre temas valencianos, son siempre en castellano, en esta ocasión, para que nuestros vecinos y amigos de lengua portuguesa, puedan encontrarlo más fácil lo voy hacer en portugués: espero que lo comprendáis. Gracias.


Exposição "Del NINOT 2011"







FALLA - chama-se assim ao conjunto de figuras "ninots", hoje autenticas obras de arte, de caracter burlesco, arremetendo contra políticos, desportistas ou empresários, tudo o que é actualidade, com motivo de critica e em verso, que, agrupados artisticamente, dão forma ao monumento: só são empregados componentes combustíveis, papel, papelão, tecido, madeira, actualmente muito "esferovite"... É tudo queimado na noite de São José.
Tudo começou quando os carpinteiros, ao vir o bom tempo, faziam fogueiras para queimar os restos que existiam nas suas oficinas, ao que se somavam alguns vizinhos com móveis velhos. Tudo evoluiu de tal maneira que na "Falla" ganhadora do ano passado gastou-se, só no monumento, novecentos mil euros. Nela entram escultores, pintores, carpinteiros, etc..
Isto no que ao monumento se refere, depois estão todos os demais complementos. A pólvora, com a "desperta" (uma banda de música percorre as ruas do bairro enquanto os "falemos" rebentam bombas de pouco calibre, isto às oito da manhã); "mascletà", (conjunto de bombas que se disparam num sitio apropriado, uma praça, "La Plaza del Ayuntamiento", sempre às catorze horas, com um ritmo cadenciado de menos a mais, o é fim tal, entre chão e ar, que parece que o chão até vibra e, os presentes, nervosos, explodem com aplausos); "castillo" (fogos de artificio no ar pela noite, de grande beleza, esta é a terra de alguns dos melhores pirotécnicos do mundo: que termina com "La Nit del Foc", à 1,30 horas do dia 19, um espectáculo único, vibrante e brilhante de luz e cor).
Os "pasacalles" enchem de música e beleza as ruas da cidade. Desfilam, lado a lado homens e mulheres, bem vestidos ao ritmo que marca a música da banda que os acompanha. Cada comissão "fallera" é acompanhada pela sua banda de música.
"La ofrenda", que emocionante! Todas as comissões desfilam na direcção da Catedral para deixar aos pés da Virgem de "los Desamparados", a padroeira de Valência o seu ramo de flores. Emociona ver como crianças de tenra idade suportam a caminhada e a climatologia para cumprir com essa missão.
As roupas e as jóias, beleza, costumes, autenticas fortunas, tanto em homens como nas mulheres, mas especialmente nelas: quanta beleza!
Os artistas até tem a sua cidade, a cidade fallera, donde estão a maioria das oficinas e os armazéns.
Algo muito grande que só visto se pode alcançar a compreender a realidade dos feitos que narro.
Se por aqui vindes aqui estou para acompanhar-vos nesse deambular, como em peregrinação para que podais conhecer a FESTA em todo o seu esplendor, passo a passo, ficareis exaustais, mas maravilhados: perpetuará tal vivência, inolvidável!







A comissão "fallera" contrata o artista que irá fazer a sua Falla. Este elabora um esboço que apresenta à comissão que após a aprovação fecha o contrato.
O artista tem que ter a Falla montada no dia da planta, 15 de março, dia no que a Falla ficará totalmente montada no sito estabelecido. Na manhã do dia seguinte passam os juízes que lhe darão a classificação. São atribuídos prémios, tanto em estandartes, como em galhardetes e diplomas, e também económico. Tudo isto pela "Junta Central Fallera", organismo que dirige tudo aquilo que tem que ver com a FESTA FALLERA. Na exposição del NINOT será elegido, pelo povo, aquele que não será queimado, o indultado, chama-se-lhe "ninot indultat": passará a engrossar o Museu "Fallero" para que perpetue.
Então é quando realmente começa a festa, cada bairro vive a sua festa intensamente.


Na cidade "fallera" na oficina do artista "fallero" Ximo Esteve
















Na cidade "fallera" na oficina do artista "fallero" Carlos Carsí









 

Algunas de las fotografías han sido cortesía de los artistas, Srs. Ximo Esteve y Carlos Carsí

domingo, 20 de febrero de 2011

OS GONTÃO

Falei-vos varias vezes de Moreira, da minha terra, e de algumas famílias de certo prestigio. Elas foram as fundadoras duma comunidade de lavradores que, pela honorabilidade e bem fazer, deixaram bem alto o nome da terra.
Passo a mostrar-vos, de perto, a casa de lavoura duma dessas famílias que fazem parte da historia da minha terra, Moreira: Os Gontão.

Os he hablado varias veces de Moreira, de mí tierra, y de algunas familias de cierto prestigio. Ellas han sido las fundadoras de una comunidad de labradores que, por su honorabilidad y bien hacer, han dejado bien alto el nombre de la tierra.
Paso a mostraos, de cerca, la casa de labores de una de esas familias que hacen parte de la historia de mi tierra, Moreira: Os Gontão.










Casa de habitação principal.
Desconhece-se a data da construção, mas deve de estar entre os três e os quatro séculos de existencia.

Vivienda principal.
Se desconoce la fecha de la construcción, pero debe rondar de los tres a cuatro siglos de existencia.







A construção anexa à casa é a mais recente, está feita de bloques de cimento. Era destinada para guardar os animais, a maquinaria agrícola, a lenha, assim como produtos trazidos do campo: batatas, palha para os animais, etc.

La construcción pegada a la casa es la más reciente, está hecha de blocs de cemento. Estaba destinada a guardar los animales, maquinas agrícolas, leña, así como productos extraídos del campo:Patatas, paja para los animales, etc.








A casa da eira data de 1911, como se pode comprovar pela data gravada na pedra da janela. Na frente da casa estava a eira, toda em pedra de granito, onde se secavam os cereais. Na casa guardavam-se as sementes e as máquinas agrícolas.

La casa de la era es de 1911, como se puede comprobar por la fecha grabada en la piedra de la ventana. Enfrente de la casa estaba la era, toda ella en piedra de granito, donde se secaban los cereales. En la casa se guardaban las semillas y las maquinarias agrícolas.




O espigueiro servia para secar o milho para depois ser debulhado.
A antiguidade é duns quarenta anos.

El hórreo estaba destinado a guardar el maíz para después ser desgranado.
Su antigüedad se remonta a unos cuarenta años.


As fotografias foram proporcionadas por Dom Joaquim Moreira

Las fotos han sido proporcionadas por Don Joaquim Moreira

domingo, 6 de febrero de 2011

AVEIRO



A cidade de Aveiro é bem conhecida pelos mais inquietos, que se dedicam a espreitar pelos caminhos que nos levam a deparar com os mais atractivos encantos da nossa terra, tanto naturais como artificiais.
As palabras que aqui deixo vão dirigidas aos amigos de lingua castellana que por aqui se decidem a passar: vós conheceis bem AVEIRO! Mas deixo estas imagens para que a recordeis…


















Aveiro es una ciudad portuguesa, capital de Distrito con el mismo nombre, en la región Norte y donde desemboca el rio Vouga, formando un bello estuario que é a Ría de Aveiro. Está muy cerca de Porto y de Coimbra.













La ciudad ha sido frecuentemente denominada "La Venecia de Portugal", por los canales que la atraviesan, proporcionando encanto y belleza, desde sus tradicionales casas, a los puentes y a los barcos, los Moliceiros, embarcaciones típicas que destacan por su forma y vivo colorido: como podréis comprobar en el post que he dedicado a ellos en este blog. Ideales para un paseo en barco, pudiendo contemplar, desde la Ria, las bellezas que Aveiro encierra: edificios modernos, que conviven con Teatros, la Catedral, Iglesias, Museos, Edificios oficiales, etc.

Ria de Aveiro

Tão pouco te tenho cantado

Tão pouco te tenho escrito

E tu Ria...

Cheia de beleza

Cheia de canais

Com águas azuis e belas

Vais esperando que te cante

Que fale ao mundo

Da tua beleza sem fim

Dos teus barcos moliceiros

Coloridos e acolhedores

Do teu Rossio...

Da tua gente...

E da tua beleza...

Linda Ria de Aveiro.
















Los azulejos son otro atractivo. En ellos podemos llegar a leer los bellos orígenes de esta tierra. Estos están presentes en toda la arquitectura Aveirense.












La ciudad cuenta con una de las universidades más importantes de Portugal. Sin embargo el verdadero encanto de Aveiro reside en sus costas, que albergan estupendas playas de arena.












Las playas son otro atractivo, por su belleza, las dunas y el Océano Atlántico. Playas de la península de São Jacinto (Aveiro); Torreira (Municipio de Murtosa); Barra, Costa Nova (municipio de Ilhavo) y Vagueira (municipio de Vagos).




Poesia de Lili Laranjo